(comente) A sensação é que existem duas cidades. Uma da oposição e outra da situação. A primeira é triste, cheia de corruptos, buracos, desempregos, um verdadeiro caos, o inferno. Já a outra é alegre, com homens de boa vontade e honestos, bem calçada e com inúmeras possibilidades de empregos, um Oasis, o ceu.
A democracia também é isto, ter a liberdade de ver a mesma coisa por ângulos diferentes e ter opiniões divergentes.
Neste contexto, se enquadrão alguns veículos de comunicação da cidade, o que é perfeitamente normal ter posição, seja de oposição ou situação.
O problema são os exageros, quer seja para a esquerda ou para a direita, a favor ou contra. A radicalização é coisa do PT de antigamente, depois de muitos mensalões e mensalinhos, chegaram a conclusão que não são nada diferente. Mas isto é outra conversa.
Parece que o Diário do Poste e o Jornal Magazine não vêem a mesma coisa que o Jornal Agora vê. E por isto que escrevemos este artigo, eles vêem coisas tão diferentes que parece que realmente são duas cidades, cada um na sua.
Para os dois primeiros, tudo que o governo faz está errado, nada presta. Já o outro não vê nada de errado, está tucanamente tudo azul.
A linha editorial e tendências dos três jornais podem ser assim resumidas: quando um cidadão acorda de bom humor, vendo a cidade cor de rosa sem nenhum problema, um governo perfeito, sem nenhum errinho, ele vai direto ler o Jornal Agora. Mas, se o individuo acordar de mau humor, atravessado, achando que tudo está uma porcaria, vendo uma cidade cinzenta, cheia de problemas, ele vai direto no computador para ler o Diário do Poste ou corre para a banca e compra o Magazine.
Se estivermos errados, estamos abertos para uma reavaliação, afinal não somos radicais, nem para um lado nem para o outro.



