A Revista Época em matéria publicada na última semana afirma que os furtos normalmente ocorrem por meio de obras, eventos, publicidades, emendas parlamentares, consultoria, qualificação profissional, ONGS – São as caixinhas pretas de todos os governos1 - Os que furtam através de OBRAS
O caso mais clássico é o roubo por meio de licitação dirigida, determinando a empresa que canha um contrato com o beneplácito do governo. O preço inicial já sai superfaturado. E durante a obra aditivos encarecem ainda mais o preço final da construção. Ao término o produto do roubo é dividido entre as partes, o governo e a empresa. Os corruptos e os corruptores.
2 - Os que furtam através dos EVENTOS
O roubo por através de evento, o dinheiro normalmente é liberado para para contratar estrutura de palco, equipamentos de som artistas e material de divulgação, e até foguetório. Sem realizar licitação a escolha é pautada por critérios políticos. E, aí as contratadas superfaturam os preços dos serviços. As prestações de contas são fraudadas para acobertar o desvio de recursos , há suspeita que o dinheiro é desviado para os políticos.
3 - Os que furtam através da PUBLICIDADE
Segundo a revista é a modalidade da moda e talvez a mais contemporânea. Os editais são direcionados para escolher determinada empresa, isto quando todas as possibilidades de adendos para esticar o contrato já se exauriram. As concorrentes apresentam preços fictícios na proposta, isto também quando as concorrentes não pertencem a um único grupo econômico ou estão combinadas entre si. Depois de vencer a agência corrupta subcontrata empresas ligadas a seu padrinho político. Pode superfaturar na compra de materiais e serviços previstos no contrato.
4 - Os que furtam por meio de EMENDAS PARLAMENTARES
É a dilapidação em dose dupla, primeiro, pelo desvio de dinheiro público, segundo pelo desvirtuamento do principio da atividade parlamentar.
Funciona da seguinte forma: cada deputado ou senador pode incluir até R$ 13 milhões por ano no Orçamento da União. O parlamentar coloca o que quiser. Pode ser a construção de uma ponte, a contratação de uma ONG ou a compra de um equipamento s. Levando em conta os quatro anos de mandato de apenas um parlamentar ele influenciará em R$ 60 milhões de reais. Multiplicando pelos 513 deputados da Câmara chega-se ao astronômico número de 30,8 bilhões potencialmente manipuláveis (ISTO É UMA PRAGA QUE DEVERIA SER MODIFICADO OU ACABAR É UM RALO POR ONDE O DINHEIRO DO CONTRIBUINDO SOME).
Já no Senado com seus 81 parlamentares e com mandatos de 8 anos, o número é de R$ 9,7 bilhões por legislatura, somado todos os senadores.
Então, o Congresso, os deputados federais mais os senadores, chegam à absurda quantia de R$ 40,5 bilhões de reais usados para os parlamentares fazerem políticas em suas regiões e aproveitarem a oportunidade, roubarem um pouco.
O esquema funciona assim:
• Deputados e senadores incluem no Orçamento da União proposta para direcionar gastos do governo federal
• Os parlamentares negociam com o governo federal a liberação do dinheiro que normalmente beneficia seus redutos eleitorais.
• O parlamentar influencia na contratação de quem vai executar o serviço bancado com os recursos das suas emendas.
• Com a contratação de empresas aliadas, falsificação de notas fiscais e simulação de serviços, parte do dinheiro é desviada e depois dividido.
5 - Dos que furtam por meio de CONSULTORIAS
A matéria da revista fala uma obviedade que os serviços de consultoria somente deveria ser contratados para execução de atividade que, comprovadamente os servidores permanentes da administração publica não tenham condições de fazer. Mas não é isto que acontece, usa-se o manjado critério de “notória especialização” ou “notório saber” em Divinópolis já vimos este caso, para justificar consultores sem fazer licitação.
As empresas contratadas via de regra pertencem a pessoas ligadas ao político que determinou ou influenciou a contratação. O desvio ocorre quando o serviço a ser feito não existe ou, se existe, não é parcial ou totalmente executado.
A empresa corrupta recebe o pagamento apresenta uma documentação qualquer como se fosse produto de muito estudo e analise e repassa o dinheiro arrecadado para os políticos ou os agentes públicos envolvidos na falcatrua.
6 - Os ladrões que furtam usando as ONGS
Se é que existe roubo mais ou menos perverso, este é um dos mais perversos por usar um instrumento, como diz a revista, normalmente associado a prática positivas para rapinar, pilha subtrair. Com a ajuda de políticos, a ONG firma convênios com o governo – O governo paga a ONG por determinados serviços – A ONG contrata empresas para executar os serviços e as empresas devolvem o dinheiros para os participantes do esquema – Os (I)responsáveis pela ONG forjam documentos e notas fiscais e enviam ao governo como se o dinheiro tivesse sido investido, mas na realidade foi parar em bolsos de ladrões.
7 - Os criminosos que furtam usando SERVIÇOS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL
Esquema funciona assim: ONGs ou entidades sem fins lucrativos ligadas a políticos se habilitam no governo federal para oferecer cursos profissionalizantes – O governo paga as entidades de acordo com o número de cursos, professores e alunos propostos – As entidades corruptas inventam cursos, aumentam o numero de alunos e simulam a contratação de professores – Depois enviam ao governo relatório com dados fajutos para acobertar os desvios.




