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DiviNews Brasil Geral Revista Veja revela esquema de desvio na Bancoop para caixa dois do PT na campanha de Lula em 2002
Sáb, 06 de Março de 2010 20:16

Revista Veja revela esquema de desvio na Bancoop para caixa dois do PT na campanha de Lula em 2002

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Desvio ajudou financiar campanha de Lula em 2002 – Ex -diretor financeiro e ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo – Bancoop, João Vaccari Neto é o novo diretor financeiro do PT devendo cuidar da campanha de Dilma

A reportagem da Veja, nas bancas a partir de amanhã (6/03), esclarece todos os fatos
 
Segundo a revista, depois de quase três anos de investigação, o Ministério Público de São Paulo finalmente conseguiu pôr as mãos na caixa-preta que promete desvendar um dos mais espantosos esquemas de desvio de dinheiro perpetrados pelo núcleo duro do Partido dos Trabalhadores: o esquema Bancoop. Desde 2005, a sigla para Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo virou um pesadelo para milhares de associados.
 
Criada com a promessa de entregar imóveis 40% mais baratos que os de mercado, ela deixou, no lugar dos apartamentos, um rastro de escombros. Pelo menos 400 famílias movem processos contra a cooperativa, alegando que, mesmo tendo quitado o valor integral dos imóveis, não só deixaram de recebê-los como passaram a ver as prestações se multiplicar a ponto de levá-las à ruína. Agora, começa-se a entender por quê.
 
Na semana passada, chegaram às mãos do promotor José Carlos Blat mais de 8.000 páginas de registros de transações bancárias realizadas pela Bancoop entre 2001 e 2008.
 
O que elas revelam é que, nas mãos de dirigentes petistas, a cooperativa se transformou num manancial de dinheiro destinado a encher os bolsos de seus diretores e a abastecer campanhas eleitorais do partido.
 
"A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT e que ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002." Na sexta-feira, o promotor pediu à Justiça o bloqueio das contas da Bancoop e a quebra de sigilo bancário daquele que ele considera ser o principal responsável pelo esquema de desvio de dinheiro da cooperativa, seu ex-diretor financeiro e ex-presidente João Vaccari Neto.
Vaccari acaba de ser nomeado o novo tesoureiro do PT e, como tal, deve cuidar das finanças da campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência.
 
Um dos dados mais estarrecedores que emergem dos extratos bancários analisados pelo MP é o milionário volume de saques em dinheiro feitos por meio de cheques emitidos pela Bancoop para ela mesma ou para seu banco: 31 milhões de reais só na pequena amostragem analisada.
 
O uso de cheques como esses é uma estratégia comum nos casos em que não se quer revelar o destino do dinheiro. Até agora, o MP conseguiu esquadrinhar um terço das ordens de pagamento do lote de trinta volumes recebidos. Metade desses documentos obedecia ao padrão destinado a permitir saques anônimos. Já outros cheques encontrados, totalizando 10 milhões de reais e compreendidos no período de 2003 a 2005, tiveram destino bem explícito: o bolso de quatro dirigentes da cooperativa, o ex-presidente Luiz Eduardo Malheiro e os ex-diretores Alessandro Robson Bernardino, Marcelo Rinaldo e Tomas Edson Botelho Fraga – os três primeiros mortos em um acidente de carro em 2004 em Petrolina (PE).
 
Eles eram donos da Germany Empreiteira, cujo único cliente conhecido era a própria Bancoop. Segundo o engenheiro Ricardo Luiz do Carmo, que foi responsável por todas as construções da cooperativa, as notas emitidas pela Germany para a Bancoop eram superfaturadas em 20%.
 
A favor da empreiteira, no entanto, pode-se dizer que ela ao menos existia de fato. De acordo com a mesma testemunha, não era o caso da empresa de "consultoria contábil" Mizu, por exemplo, pertencente aos mesmos dirigentes da Bancoop e em cuja contabilidade o MP encontrou, até o momento, seis saídas de dinheiro referentes ao ano de 2002 com a rubrica "doação PT", no valor total de 43 200 reais. Até setembro do ano passado, a lei não autorizava cooperativas a fazer doações eleitorais. Os depoimentos colhidos pelo MP indicam que o esquema de desvio de dinheiro da Bancoop obedeceu a uma trajetória que já se tornou um clássico petista. Começou para abastecer campanhas eleitorais do partido e acabou servindo para atender a interesses particulares de petistas.
 
'Cozinha' - Outro frequente agraciado com cheques da Bancoop tornou-se nacionalmente conhecido na esteira de um dos últimos escândalos que envolveram o partido. Freud "Aloprado" Godoy – ex-segurança das campanhas do presidente Lula, homem "da cozinha" do PT e um dos pivôs do caso da compra do falso dossiê contra tucanos na campanha de 2006 – recebeu, por meio da empresa que dirigia até o ano passado, onze cheques totalizando 1,5 milhão de reais, datados entre 2005 e 2006.
 
Nesse período, a Caso Sistemas de Segurança, nome da sua empresa, funcionava no número 89 da Rua Alberto Frediani, em Santana do Parnaíba, segundo registro da Junta Comercial. Vizinhos dizem que, além da placa com o nome da firma, nada indicava que houvesse qualquer atividade por lá.
 
O único funcionário visível da Caso era um rapaz que vinha semanalmente recolher as correspondências num carro popular azul. Hoje, a Caso se transferiu para uma casa no município de Santo André, na região do ABC.
 
Depoimentos colhidos pelo MP ao longo dos últimos dois anos já atestavam que o dinheiro da Bancoop havia servido para abastecer a campanha petista de 2002 que levou Lula à Presidência da República.
 
VEJA ouviu uma das testemunhas, Andy Roberto, que trabalhou como segurança da Bancoop e de Luiz Malheiro entre 2001 e 2005. Em depoimento ao MP, Roberto afirmou que Malheiro, o ex-presidente morto da Bancoop, entregava envelopes de dinheiro diretamente a Vaccari, então presidente do Sindicato dos Bancários e indicado como o responsável pelo recolhimento da caixinha de campanha de Lula.
 
Em entrevista a VEJA, Roberto não repetiu a afirmação categoricamente, mas disse estar convicto de que isso ocorria e relatou como, mesmo depois da eleição de Lula, entre 2003 e 2004, quantias semanais de dinheiro continuaram saindo de uma agência Bradesco do Viaduto do Chá, centro de São Paulo, supostamente para o Sindicato dos Bancários, então presidido por Vaccari. "A gente ia no banco e buscava pacotes, duas pessoas escoltando uma terceira." Os pacotes, afirmou, eram entregues à secretária de Luiz Malheiro, que os entregava ao chefe. "Quando essas operações aconteciam, com certeza, em algum horário daquele dia, o Malheiro ia até o Sindicato dos Bancários. Ou, então, se encontrava com o Vaccari em algum lugar."
 


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Omar Xerife  - De Delúbio a Vaccari   |07-03-2010 14:17:14
Significativa parcela dos ex socialistas, ex-trotskistas, ex-comunistas, ex-esquerdistas dos anos 60, 70 e 80, atingiram o ápice do poder com a chegada do presidente metarlúrgico ao palácio do planalto.
Todos sabemos que o Lula, jamais foi comunista, trotskista ou socialista, sequer esquerdista!!
Sindicalista carismático, símbolo da resistência ao regime militar já combalido, de fins da decada de 70, Luiz Inácio, o Lula, soube como ninguem na história desse país, tirar proveito das circunsntâncias contextuais do seu tempo. Quem se lembrará de Jair Menegeli ou Vicentinho, ou mesmo Luiz Marinho, de mesmo passado e origem do Lula, mas que não souberam aproveitar tanto quanto???? Vamos contextualizar o fim dos anos 70.
A UNE era reconstruida, os partidos de esquerda
clandestinos, a igreja conservadora, sindicato metalúrgicos de São Paulo - maior do país nas mãos de pelegos. As lideranças envelhecidas, retornavam após a Anistia. Brizola, Prestes, Arraes, Amazonas, já não mobizava como na década de 60. É esse o contexto.
Embaldo pelos segmentos de base da igreja - CEB, movimentos estudantis trotskistas, ne-sindicalismo do ABC, e intelectuais orgânicos da Academia, é que é NASCE o Partido dos Trabalhadores – PT. Surge portanto, de uma proposta viabilizada pelo representante de peso - Luiz Inácio da Silva, que mais tarde incorporaria ao nome, seu maior personagem para se denominarentão, Luiz Inácio LULA da Silva.
A história, a nossa história comtemporânea, por certo reservará o espaço e a importância que caberá a essa
página recente que vivenciamos hoje.
A chegada ao poder entretanto, dos compaheiros, ex socialistas, ex-trotskistas, ex-comunistas, ex-esquerdistas, jamais corresponderá ao sonho, a idelologia, aos propósitos e propostas que defenderam em passado tão recente.
Esses mesmos ex socialistas, ex-trotskistas, ex-comunistas, ex-esquerdistas se transformaram em BUROCRATAS PRAGMATISTAS, que preferiram as alianças com militares e a direita capitalista, á ALIANÇA COM O POVO. Agora mesmo, anunciam como um dos seus trunfos mais importantes, o apoio que receberam o mega empresário Abílio Diniz, dono do Pão de Açucar.
Ao povo sofrido, os companheiros reservaram as politicas sociais assistencialistas - Bolsa- familia, em detrimento de trabalho, renda e dignidade.
Aos trabalhadores do
campo, Repasse de recursos públicos, para comprar e calar o MST, em detrimento da reforma agrária e da distribuição de terras. Ao movimento estudantil e ás OGNs, poupudos recursos e convenios que não só calaram, como também imobizaram os estudantes brasileiros. Aos companheiros, os cargos mais bem pagos da República.
O sonho de um país melhor para os trabalhadores e a gente excluída foi substituido pelo projeto de poder a qualquer custo.
Lula e os petistas abandonaram os ideais de classe para se juntarem paradoxalmente aos adversários de outrora, como José Sarney, ACM, familia Diniz e tantos outros.
Tudo em nome de um projeto. O Projeto de Poder.
Roney  - devemos ver os dois lados   |07-03-2010 10:29:15
Bancoop – Cooperativa Habitacional dos Bancários

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA BANCOOP SOBRE A MATÉRIA DE CAPA DA EDIÇÃO DA REVISTA “VEJA”DE 10.03.2010, VEICULADA EM 06.03.2010.

1. A BANCOOP (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) não foi ouvida em momento algum pelos jornalistas responsáveis pela matéria da revista “VEJA”, em clara violação a princípio elementar de ética jornalística.

2. A matéria tem nítida finalidade política, já que não agrega praticamente nenhuma novidade às acusações que foram efetuadas no passado e devidamente rebatidas pela BANCOOP. Sua publicação com grande destaque se explica pela previsão de instalação dentro dos próximos dias de CPI sobre a BANCOOP na Assembléia Legislativa de São Paulo, requerida ainda em
2008 pela bancada de de****dos do PSDB.

3. No que se refere à conduta do Ministério Público de São Paulo relativamente à BANCOOP, é preciso esclarecer que a BANCOOP celebrou com o Ministério Público em 2008 Acordo Judicial em Ação Civil Pública, no qual foram estabelecidos compromissos voltados ao aprimoramento da gestão da cooperativa, de modo a se gerar maior segurança aos cooperados. Vários desses compromissos correspondem a condutas que já vinham sendo adotadas pela cooperativa, como, por exemplo, a realização de auditoria contábil por empresa independente (o que vem sendo promovido pela empresa de auditoria Terco Grant Thornton desde as contas a partir de 2005).

4. Quanto à esfera penal, foi instaurado em 2007 Inquérito Criminal (1o. DP da Capital de São Paulo),
que continua em andamento, sem que, até o presente momento, tenha sido promovida pelo Ministério Público qualquer medida judicial, Contraditoriamente, o Promotor José Carlos Blat procura sistemática a imprensa com o objetivo de fazer acusações políticas à cooperativa, como a de que “A BANCOOP é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT e que ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002”.

5. A matéria é extremamente fantasiosa quanto aos fatos, como demonstra a informação de que teriam sido emitidos, para saque em dinheiro, cheques nominais à própria BANCOOP em valor total superior a R$ 31 milhões. Na verdade, há uma intensa movimentação bancária entre contas da própria BANCOOP,
já que cada empreendimento da cooperativa, por força inclusive do Acordo Judicial celebrado com o Ministério Publico, tem conta bancária específica, sendo necessária a transferência de recursos utilizados para o custeio das respectivas obras.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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