De nada adiantou a Vereadora Heloisa Cerri (PV) entrar com Mandado de Segurança contra a realização da Audiência Pública pela época, data, hora e local. A Justiça entendeu que dentro das prerrogativas do Prefeito, era legal da forma que ele marcou e ponto Final.
O horário marcado para começar era às 09 horas, começou quase às 10 horas, com um auditório lotado, no inicio da Audiência, os 141 lugares do auditório da FIEMG estavam lotados e cerca de 60 pessoas estavam em pé dentro do auditório, e umas 20 pessoas do lado de fora. Depois de 20 minutos o consultor avisou que havia uma sala com TV que estava transmitindo simultaneamente. Contudo, poucas pessoas se deslocaram para a sala. Elas queria na realidade sentir o “pulsar” em loco da discussão.
Com a ausência do Mandatário Maior do município, a Audiencia foi presidida pelo chefe de governo Antônio Faraco. Estavam presentes na mesa, o presidente da Câmara, Anderson Saleme, João Luis Pancho, assessor especial de governo, o Secretário de Transito e Transporte, Julio Vário, o consultor da empresa Tecnoplan, André Luis de Oliveira e o Procurador do Município, Maximilian Menezes.
Logo após os discursos de cada membro da mesa, ela foi desfeita e o consultor da Tecnoplan começou a apresentar os estudos realizados sobre a situação do Transporte Coletivo em Divinópolis, números e mais números, diversas planilhas.
Ao término de sua enfadonha apresentação (tanto é que o secretário Faraco teve que passar um bilhetinho para que o cerimonialista passasse para o consultor e ele encerrasse a apresentação), o espaço foi aberto para que a população começassem os questionamentos
Foram inscritos cerca de 38 cidadãos para os respectivos questionamentos sobre os problemas do Transporte em Divinópolis. Vamos relatar apenas alguns deles. Logo no primeiro, foi questionado o por que da data. A resposta do secretário de Governo foi de que esta não era a primeira vez que isto acontecia, outras Audiências Públicas, em outras ocasiões foram marcadas até em dia de sábado e nada atrapalhou.
Antes é necessário que se faça um registro, o secretário de Trânsito Júlio Valério, mostrou-se bastante inseguro, passava a nítida sensação de não dominar muito bem o assunto. Por diversas vezes repetiu respostas ou fazia breves comentários, isto quando não ignorava e o cidadão ficava sem resposta.
Estiveram presentes os seguintes vereadores: Adair Otaviano (PMDB), Anderson Saleme (PR), Beto Machado (PSDB) Pastor Paulo César (PRB), Heloisa Cerri (PV), Hilton de Aguiar (PMDB), Edmar Rodrigues (PRTB), Rodyson do Zé Milton (PSDB), Roberto Bento (PT do B), este entrou e saiu rapidinho, Não compareceram os vereadores Edson Sousa (PSB), Milton Donizete (PRTB) e Antonio Paduano (DEM). Geraldinho da Saúde, em viagem enviou sua assessora de gabinete.
Entre os cidadãos que ocuparam o microfone com os mais diversos questionamentos sobre o que foi apresentado, estiveram Roberto Clementino, Gilmar Ferreira (suplente do vereador Milton Donizete no PRTB), Maria Lucia Gonçalves, Welber Sakall, Adriano Guimarães, Gisele Aparecida Barbosa, entre inúmeros outros.
Dos vereadores presentes apenas a vereadora Heloisa Cerri e os vereadores Beto Machado e Rodyson do Zé Milton, fizeram suas colocações e perguntas para a mesa.
O secretário do SETTRANS Julio Valério ao responder a pergunta de Welber Sakll do DCE da Funedi ao reivindicar meia tarifa para os estudantes, ele respondeu que achava importante e iria ver como fazê-lo mas, afirmou: “Não existe almoço de graça” alguém vai pagar por isto. Se vamos passar para a planilha.... BELA RESPOSTA SECRETÁRIO.
A resposta padrão que o secretário Julio Valério, adotava ao não saber responder era: “Nós vamos anotar suas sugestões e seus questionamentos”, respondeu desta forma por diversas vezes, é só ouvir o áudio gravado.
A vereadora Heloisa Cerri em sua fala lamentou a decisão da justiça, mas em resposta a uma alfinetada (dissimuladamente como um gentleman, ele é mestre nisto) que o secretário de Governo lhe deu de que a Justiça havia declarado a Audiência Pública legal, ela disse “Não é ilegal, mas é imoral” – Alguns aplausos foram ouvidos. Isto denotou nitidamente que a maioria da platéia era formada de servidores públicos de confiança do prefeito, pois se tivesse sido na Câmara os aplausos seriam bem mais intensos.
O vereador Beto Machado, fez a sugestão de que 1% do faturamento bruto anual das empresas concessionárias fosse destinado para obras sociais, e perguntou qual era o valor básico para que as empresas participem da licitação. As duas perguntas não foram respondidas de forma direta, foi para o bla, bla, bla.
O dentista e cidadão, Artur Guimarães questionou sobre quem lucra e quem perde com o sistema estabelecido. Ele mesmo respondeu, quem lucra são os empresários e quem perde são os trabalhadores.
Já Gisele Aparecida foi mais ácida, questionou o local dizendo que era um local dos empresários e disse que quando se fala de transporte público fala-se da Trancid que é a empresa com a maior frota na cidade – Perguntou se o dono da Trancid (Carlos permaneceu durante toda reunião impassível em sua cadeira, sem mover um músculo sequer) andava de ônibus para saber como era – Disse que R$ 2,15 é muito caro.
A reunião terminou por volta das 14 horas.
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