As conseqüências da enchente em Divinópolis continuam sendo sentidas pela população. Além da falta de água, mais de duas mil pessoas continuam desalojadas. As doações devem continuar e a Pró-Humana pede leite e fraldas.
Seis dias após a enchente que castigou Divinópolis, a maior dos últimos 22 anos, segundo a Prefeitura, milhares de pessoas continuam enfrentando problemas muito graves. Cerca de 50 mil pessoas continuam sem abastecimento de água da Copasa e outras duas mil continuam desalojadas. Isso significa que estão recolhidas em casas de parentes e amigos. Elas não podem retornar para suas casas que estão em áreas de risco. Outras 82 pessoas estão abrigadas em duas escolas da rede estadual e no Centro do Migrante. Estas não tiveram para onde ir e tiveram que ser recolhidas pelo município.
O engenheiro Mauro Lúcio Carvalho Ferreira, que está colaborando com a Defesa Civil neste período, informa que seis casas foram totalmente destruídas e outras 15 sofreram danificações que comprometem a estrutura. As áreas de risco foram vistoriadas neste início da semana, porém nenhum local foi liberado para o retorno das pessoas que estão desalojadas.
| Fotos: Geraldo Passos | |
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| A enchente deixou buracos em várias ruas |
De acordo com José Eustáquio, o Ferrugem, chefe da divisão de pavimentação da Secretaria Municipal de Obras, três frentes de trabalho estão operando na cidade, com o objetivo de consertar os buracos deixados pela chuva. As equipes estão trabalhando nas ruas Goiás e Bom Sucesso, além de outras vias da área central. José Eustáquio informa que este serviço de reparos deve ser concluído nos próximos dois dias.
O secretário municipal de Promoção Humana – Pró-Humana –, Manoel Cordeiro, apela para a comunidade continuar com as doações para os desalojados do município. “É importante ressaltar que todas as doações devem ser centralizadas na Pró-Humana, para que a distribuição seja feita de forma igualitária, dando mais a quem precisa mais. Como estamos com os dados de todas as pessoas que necessitam de ajuda, sabemos direcionar estas doações equilibradamente e temos ainda as condições para entregar as roupas e alimentos para as famílias”, afirmou Manoel Cordeiro.
A Pró-Humana está assistindo às pessoas que ficaram desalojadas após as enchentes da última semana
Os interessados em fazer doações devem procurar a Pró-Humana, que fica na Rua João Notini nº 360, no Centro. Os telefones são 3222-7080 ou 3213-1491. Além das fraldas e do leite, há necessidade de alimentos não perecíveis e roupas. A Pró-Humana funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h e de 13h às 17h30. Fora deste horário, o interessado em doar pode ligar em dos seguintes telefones: 8812-1805, 9102-9013 ou 9937-1565.
“Estamos ainda cadastrando as pessoas que tiverem móveis usados para ser doados à famílias que perderam tudo na enchente. Esse repasse não vai ser feito agora, até porque a prioridade é dar condições dignas de vida a estas pessoas, com roupas, alimentos e produtos de higiene. Mas quem tiver um móvel usado, que não esteja utilizando, e queira ajudar alguma das famílias que perderam tudo, pode entrar em contato na Pró-Humana que em breve iniciaremos este trabalho”, finaliza Cordeiro.
Quem quiser fazer uma visita de solidariedade aos desabrigados, eles estão nas seguintes escolas da rede estadual: Vicente Mateus (Jardim das Oliveiras) e Luiz de Melo Viana Sobrinho (Porto Velho), além do Centro do Migrante, no Centro. A principal demanda é por fraldas e leite em pó ou em caixinha, que estão em falta para as crianças pertencentes às famílias que foram afetadas.





