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Ter, 23 de Dezembro de 2008 10:34

Mais de duas mil pessoas continuam desalojadas em Divinópolis

As conseqüências da enchente em Divinópolis continuam sendo sentidas pela população. Além da falta de água, mais de duas mil pessoas continuam desalojadas. As doações devem continuar e a Pró-Humana pede leite e fraldas.

Seis dias após a enchente que castigou Divinópolis, a maior dos últimos 22 anos, segundo a Prefeitura, milhares de pessoas continuam enfrentando problemas muito graves. Cerca de 50 mil pessoas continuam sem abastecimento de água da Copasa e outras duas mil continuam desalojadas. Isso significa que estão recolhidas em casas de parentes e amigos. Elas não podem retornar para suas casas que estão em áreas de risco. Outras 82 pessoas estão abrigadas em duas escolas da rede estadual e no Centro do Migrante. Estas não tiveram para onde ir e tiveram que ser recolhidas pelo município.

O engenheiro Mauro Lúcio Carvalho Ferreira, que está colaborando com a Defesa Civil neste período, informa que seis casas foram totalmente destruídas e outras 15 sofreram danificações que comprometem a estrutura. As áreas de risco foram vistoriadas neste início da semana, porém nenhum local foi liberado para o retorno das pessoas que estão desalojadas.

Fotos: Geraldo Passos  
 
A enchente deixou buracos em várias ruas  

De acordo com José Eustáquio, o Ferrugem, chefe da divisão de pavimentação da Secretaria Municipal de Obras, três frentes de trabalho estão operando na cidade, com o objetivo de consertar os buracos deixados pela chuva. As equipes estão trabalhando nas ruas Goiás e Bom Sucesso, além de outras vias da área central. José Eustáquio informa que este serviço de reparos deve ser concluído nos próximos dois dias.

O secretário municipal de Promoção Humana – Pró-Humana –, Manoel Cordeiro, apela para a comunidade continuar com as doações para os desalojados do município. “É importante ressaltar que todas as doações devem ser centralizadas na Pró-Humana, para que a distribuição seja feita de forma igualitária, dando mais a quem precisa mais. Como estamos com os dados de todas as pessoas que necessitam de ajuda, sabemos direcionar estas doações equilibradamente e temos ainda as condições para entregar as roupas e alimentos para as famílias”, afirmou Manoel Cordeiro.

A Pró-Humana está assistindo às pessoas que ficaram desalojadas após as enchentes da última semana em Divinópolis. Além de direcionar os desabrigados para os abrigos, a Secretaria ainda atua recebendo as doações, encaminhando aos necessitados e prestando assistência psicossocial às famílias atingidas. Inicialmente, o apelo maior de doações se resumiu a alimentos e roupas. Agora, a necessidade de arrecadação de fraldas descartáveis e leite em pó ou em caixa é a prioridade.

Os interessados em fazer doações devem procurar a Pró-Humana, que fica na Rua João Notini nº 360, no Centro. Os telefones são 3222-7080 ou 3213-1491. Além das fraldas e do leite, há necessidade de alimentos não perecíveis e roupas. A Pró-Humana funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h e de 13h às 17h30. Fora deste horário, o interessado em doar pode ligar em dos seguintes telefones: 8812-1805, 9102-9013 ou 9937-1565.

“Estamos ainda cadastrando as pessoas que tiverem móveis usados para ser doados à famílias que perderam tudo na enchente. Esse repasse não vai ser feito agora, até porque a prioridade é dar condições dignas de vida a estas pessoas, com roupas, alimentos e produtos de higiene. Mas quem tiver um móvel usado, que não esteja utilizando, e queira ajudar alguma das famílias que perderam tudo, pode entrar em contato na Pró-Humana que em breve iniciaremos este trabalho”, finaliza Cordeiro.  

Quem quiser fazer uma visita de solidariedade aos desabrigados, eles estão nas seguintes escolas da rede estadual: Vicente Mateus (Jardim das Oliveiras) e Luiz de Melo Viana Sobrinho (Porto Velho), além do Centro do Migrante, no Centro. A principal demanda é por fraldas e leite em pó ou em caixinha, que estão em falta para as crianças pertencentes às famílias que foram afetadas.

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