Promotores afirmam que ausência de cuidados na saúde em Divinópolis só se compara a momentos de guerraA vereadora do PV, Dra. Heloisa Cerri, fez um duro pronunciamento na sessão da Câmara desta quinta-feira (02). Ela usou a Tribuna Livre para desmascarar, mais uma vez, o Jornal Agora, que vem fazendo dura campanha difamatória contra seu mandato. Embora já tenha sido desmentido por reportagens anteriores denegrindo de forma sórdida a imagem da vereadora, o jornal insiste na publicação de mentiras. O mais grave é que, além das falsas acusações, o jornal ainda se nega de dar o direito de resposta à vereadora, que jamais foi ouvida antes das publicações caluniosas. Além de não seguir as regras do jornalismo ético, o jornal ainda se pavoneia como se fosse um veículo que pudesse dar lições aos demais órgãos de imprensa da cidade. No pronunciamento feito na sessão desta quinta-feira (veja abaixo texto na íntegra) a vereadora desmascarou reportagem veiculada pelo Jornal Agora, em sua página 3, edição do dia 16 de dezembro do ano passado. Sob o título “Promotor desmente afirmação de vereadora”, a matéria, em linhas gerais, diz que o Promotor Ubiratan Domingues desmentiu a vereadora do PV, que em pronunciamento no plenário da Câmara, creditou ao representante do Ministério Público a afirmação de que a saúde em Divinópolis “beira à um genocídio”. Além de ter publicado matéria distorcida, caluniosa e totalmente tendenciosa com o objetivo de atacar a vereadora, o jornal fez questão de não ouvir Dra. Heloisa Cerri antes da publicação da reportagem. Além do pronunciamento desmascarando o jornal, a vereadora ainda disponibilizou aos jornalistas e aos interessados em geral, cópias de uma Ação Civil Pública assinada pelos promotores Alessandro Garcia e Ubiratan Domingues, na qual eles fazem afirmações estarrecedoras sobre o sistema de saúde em Divinópolis. Em 18 de julho de 2011, a então juíza da Vara de Fazenda e Autarquias, Ana Kelly Amaral Arantes, concedeu a liminar solicitada pelo MP e determinou que os pacientes que estivessem internados no Pronto-Socorro, com quadro de urgência/emergência, aguardando vagas em leitos de UTI do SUS, fossem encaminhados para unidades de tratamento intensivo da rede privada em no máximo 24 horas. A decisão não foi cumprida, conforme constatou o Ministério Público. No dia 19 de agosto, através de nova decisão, o juiz João Martiniano Vieira Neto, determinou multa diária de R$ 2 mil ao prefeito e ao governador do Estado, caso a decisão continuasse sendo descumprida. Leia alguns tópicos descritos na Ação Civil pelos promotores sobre a saúde em Divinópolis
O que se tem visto com frequência, é que pacientes – inclusive com risco de morte ou risco de dano irreperável à saúde – têm permanecido dias no Pronto-Socorro em regime de internação, inclusive com vários registros de óbitos. Como podem os gestores permanecerem impassíveis diante de tantas omissões e mortes! Essa ausência de cuidados só é comparável aos momento de guerra. Nada justifica tanta frieza. Para o paciente necessitado o Estado monopoliza a saúde, de maneira diabólica, pois sendo seu único caminho, não tendo recursos para custear serviços particulares, é condenado ao descaso, à humilhação e ao desrespeito. A situação, que está estampada nos jornais diariamente, espelha o desrespeito do poder público pela população. Ora, o município de Divinópolis assume os cuidados de saúde de sua população conjuntamente com o Estado de Minas Gerais, organizam-se administrativamente, repartindo atribuições e a operacionalização do sistema, mas lamentavelmente ambos não as cumprem. Preferem permanecer impassíveis, assistindo friamente o sofrimento e morte destes brasileiros. Um verdadeiro abandono que beira um GENOCÍDIO de vidas e de dignidades. Promotores Dr. Alessandro Garcia e Dr. Ubiratan Domingues
Em Ação Civil Pública, de 5 de abril de 2011Na decisão em que concedeu liminar à Ação Civil, a juíza Ana Kelly escreveu:
O problema da falta de leitos e leitos UTI para atendimentos de urgência e emergência via SUS na região Macro-Oeste e no município de Divinópolis é grave, antigo, além de não ser negado por nenhum dos requeridos. As alegações de construção do hospital municipal e cadastramento de outros hospitais não podem ser acolhidas neste momento, por se tratar de providências para o futuro e que não amenizam o problema atual. Dra. Ana Kelly Amaral Arantes
Juíza da Vara da Fazenda Pública e Autarquias |
Neste primeiro pronunciamento que faço aos meus conterrâneos em 2012, quero registrar minhas esperanças de que esse ano nosso povo tenha a atenção e atendimento digno para um ser humano por parte do Poder Público. Senhoras e senhores O Jornal Agora, em sua edição de ontem, trouxe editorial intitulado “Funções da Imprensa”, destacando como deve ser a ação do veículo de imprensa sério e compromisso com informação imparcial. Interessante saber que o jornal conhece exatamente as funções éticas do bom jornalismo. Mais interessante ainda é que, embora conheçam as regras, seus proprietários não as cumprem. No editorial, o jornal afirma que sua participação na história “gera moral, competência e responsabilidade”. Que moral? Moral seria se este jornal fizesse jornalismo ético, como manda o bom manual de redação. Competência seria, se este jornal não vendesse sua opinião. Responsabilidade seria, se este jornal não fosse useiro e vezeiro na publicação de matérias mentirosas. Mais adiante, o mesmo editorial diz: “o que aqui é publicado é fruto de apuração minuciosa”. Como apuração minuciosa? Nas matérias caluniosas que estão sendo publicadas nesta campanha difamatória e sórdida contra mim, eu jamais fui ouvida para dar minha versão. Regra básica do jornalismo ético: ouvir os dois lados. Hoje, meus amigos, preciso voltar a esse tema, pois à medida em que se aproximam as eleições, o jornal vai perdendo as estribeiras e não há limites para os ataques histéricos e insanos contra mim. Sou vítima de uma perseguição patrocinada pelo prefeito, que embora tenha sido oposição quando vereador, hoje assemelha-se a um ditador de uma republiqueta qualquer, tentando sufocar a voz daqueles que denunciam as mazelas desta administração. O Jornal tenta agora passar ao povo a ideia de que sou mentirosa. Ora, meus amigos, provarei hoje, mais uma vez, que mentiras são atos corriqueiros da diretoria deste jornal, jamais desta vereadora. Não permitirei que meu nome seja jogado na lama desta forma desonesta, como parte de uma campanha paga com dinheiro público, dinheiro do contribuinte, que poderia estar sendo usado para minimizar tantos problemas que nossa cidade enfrenta. Essa campanha da qual sou vítima tornou-se mais exposta em outubro do ano passado, quando o jornal publicou que eu teria participado de um congresso médico, tendo minha viagem sido bancada por dinheiro público. MENTIRA! Provei que paguei minhas despesas muito antes do congresso acontecer e que o meu salário como vereadora estava intocado. Quando a notícia saiu sobre o depósito integral do meu salário, meu contra-cheque ainda estava fechado. A informação saiu de dentro desta Casa e foi um ato de violação do meu sigilo financeiro, ferindo de morte a Constituição da República. Não posso ser responsabilizada por um erro desta Casa já que nem eu sabia do deposito integral do meu salário. A Câmara provou seu erro fazendo o ESTORNO no mês seguinte. E já está em andamento um processo exigindo meu direito de resposta que eles me negam, além de calúnia e difamação. No final do ano passado, novamente o jornal volta ao ataque e publica que “ Promotor desmente vereadora”. Afirmei em pronunciamento: “Dr. Ubiratan Domingues estava certo ao afirmar que a saúde de Divinópolis se comparava a um genocídio”. As palavras do promotor, respondendo à reportagem do Jornal, foram mais uma vez deturpadas tendenciosamente para me prejudicar. Em resposta ao jornal, Dr. Ubiratan disse que não se lembrava de ter dito isso. Ora, é preciso melhorar o entendimento da língua portuguesa na redação. Quando alguém diz que não se lembra, não significa um desmentido como quis fazer entender o Jornal Agora. Significa que “não se lembra”, ou seja, se o jornal publica que o promotor disse não se lembrar de ter feito tal afirmação, aí sim, seria jornalismo ético. E, se eu tivesse sido ouvida antes da publicação da matéria, teria entregue a documentação ao jornal na qual dois promotores escrevem que a saúde na cidade “beira à um genocídio”. Onde está a mentira? Entregarei aos interessados cópias desta Ação Civil, onde se lê, na página 12, a afirmativa de que a saúde na cidade beira à um genocídio. Não apenas isso: os promotores dizem na Ação, que a situação que ser verifica na saúde em Divinópolis, só é comparada a tempos de guerra. Outra difamação inventada pelo referido jornal, foi a de que o Rotary Clube também havia me desmentido. “Vereadora mente pela segunda vez em menos de dois meses”. Em nenhum momento menti. Isso não faz parte do meu caráter. O editor de meu blog interpretou de maneira equivocada texto lido no Rotary e julgou tratar-se de opinião do clube e não avaliação pessoal de um rotariano. É bom frisar que tão logo tomei conhecimento do equívoco adotei providências e estou me retratando junto ao Rotary. O meu assessor cometeu um equívoco, assumiu sua culpa e eu estou certa que os Rotarianos sabem separar o engano da minha pessoa. Em algumas oportunidades já frequentei o clube, fui recebida com carinho e respeito, o mesmo sentimento que por eles tenho. O Jornal ignorou tudo isso, reforçando com mentiras sua vil campanha difamatória contra mim. Isso é até justificável, pois os dados que temos mostram que este jornal é financiado pelo prefeito. Em 2009, o jornal agora recebeu mais de R$ 300 mil a título de publicidade paga pela prefeitura. Isso sem computar os repasses feitos pela empresa Casablanca, empresa que detém a conta publicitária da Prefeitura. Em 2010, ainda sem computar o dinheiro da Casablanca, o jornal recebeu mais de R$ 150 mil. Em novembro do ano passado enviei ao prefeito pedido de informações sobre os gastos com publicidade, discriminando o valor pago a cada órgão de imprensa, e até hoje não recebi a resposta. E não fica apenas nisso, meus amigos. O prefeito Vladimir investe alto, paga caríssimo por publicidades no Superguia Pemafa, que nada mais é que o guia telefônico produzido pelo dono jornal agora. Informação que também solicitei e continuo aguardando respostas. Esta é a mais completa expressão da verdade. Todos os documentos sobre estas afirmações que faço aqui hoje, estão disponíveis a todos os interessados e serão entregues aos jornalistas aqui presentes. População divinopolitana, a ordem dada ao jornal é para continuar esta campanha sórdida de perseguição contra mim. Acredito que outras manchetes negativas virão, mas, trago a verdade e não tenho medo de enfrentá-los. A VERDADE está em cada um de nós e sou avessa á mentira. Nunca tive um BISPO me desmentindo porque eu não sei GRITAR e nem MENTIR. Muito em breve vamos mostrar de forma definitiva provas desmascarando este jornal que é comprado com dinheiro do povo para perseguir qualquer vereador ou cidadão que não comungue com os abusos do Executivo. O colega Edson Sousa e eu sabemos bem disso. Continuarei meu trabalho, lutando contra esta ditadura em prejuízo do povo. Hoje, escolas estão fechando, o pedágio só aumenta, a fábrica de multas continua, o IPTU de túmulos aumentou, assim como o IPTU de sua casa, o comércio já começa a pagar a taxa de tratamento de esgoto sem tê-lo tratado e os pacientes de cirurgia ortopédica continuam em casa aguardando uma chance, de cirurgia, mas, com grandes sequelas. Nos orgulha o trabalho do Ministério Público. Nos orgulha, o trabalho de promotores exemplares que em um processo de 18 páginas, relataram a verdade sobre o sistema de Saúde em nossa cidade e deixaram nestas linhas a comprovação do meu trabalho, reafirmando tudo que já denunciei neste plenário, porque na verdade a saúde na cidade beira, sim, à um GENOCÍDIO. Dra. Heloisa Cerri
Vereadora Líder do PV |




