O anúncio da transferência foi feito na manhã de hoje (09/03) pelo diretor geral do CEFET-MG, Flavio Antônio dos Santos, acompanhado do deputado federal Jaime Martins (PR) e do diretor da unidade Divinópolis José Maria, em clima nada amistoso (FOTOS)O curso de mecatrônica é o único já transferido, mas com muitas reclamações dos alunos.
Douglas Mariano de Andrade disse que a situação dos alunos é complicada neste momento no CEFET, porque mudaram o curso de mecatrônica para a nova sede, sem ter estrutura nenhuma.
“Não tem biblioteca, nem acompanhamento dos funcionários do CEFET, faltam limpeza e lixeira nas salas, nos primeiros dias não tinha nem energia e continuamos sem cantina e almoço até hoje. Isto sem falar no calor insuportável que faz nas salas de aulas. O acesso é horrível porque as entradas estão todas deterioradas (ainda em obra). Não vemos serviço dos pedreiros, a obra está praticamente parada, exceto hoje (09/03) por causa das visitas. Ontem tinha dois funcionários, hoje apareceram oito” concluiu Douglas

Outro aluno a reclamar, foi o Wayder, também do 3º período, ele afirmou que a licitação foi parada no meio, já que o correto seria a construção de dois prédios e apenas um foi construído, não sabe por que aconteceu isto. “Com um bloco só não cabe ninguém aqui, nem com a divisão da biblioteca. Vamos utilizar sete salas do Capit, mas tem o inconveniente da distancia”, finalizou
Os três alunos representantes do grêmio estudantil reclamaram com o deputado Jaime Martins que eles não tem informações sobre o que realmente está acontecendo e ficam sem resposta quando são questionados pelos demais alunos.
Jaime, respondendo aos alunos, disse que no momento certo, os professores estarão respondendo a todas as indagações dos alunos. E, que talvez a diretoria e os professores da unidade Divinópolis não tenham autonomia para tomar todas as decisões, por esta razão que foi convidado o professor Flávio para visitar as obras e verificar quais são as necessidades do Campus.
Jose Maria, diretor da unidade Divinópolis, esclareceu que os ventiladores para as salas de aulas e os aparelhos ar condicionados para os laboratórios já foram comprados, só não foram instalado porque a Cemig precisa instalar um transformador no Campus.
A outra pendência que precisa ser acertada é a questão jurídica com o SEST/SENAT, se as salas serão alugadas ou se haverá um termo de cooperação entre as duas instituições.
O ponto negativo da visita foi a postura do Diretor Geral, Flavio Antônio dos Santos com os alunos do grêmio, não querendo reconhecer a legitimidade deles, quando disse para que se preocupassem somente em estudar e deixar os problemas que eles (adultos) resolveriam.
Diante das colocações e insistência de explicação de um dos componentes do grêmio, o aluno Gabriel, dizendo não ser esta a primeira vez que prometem coisas e depois cumprem, Flavio afirmou que ele estava se excedendo um pouco e que havia uma ou outra resistência, mas isto não era da conta do aluno.
O diretor Geral do CEFET-MG, concluiu sua fala: “estou cansado de saber que a politicagem aqui na unidade rola solta”. Quando questionado pelo Divinews o que significava exatamente esta frase, ele respondeu que é próprio do meio acadêmico a divergência e a contraposição de idéia, mas quando isto começa a atingir alunos, isto é muito mal, é isto que me ocorreu neste momento, quando os alunos me procuram para discutir questões que extrapola o ambiente adequado e propicio para o desenvolvimento dos estudos, é isto que eu quis dizer, simplesmente.
Outro momento de tensão ocorreu, quando o professor de português, Fernando Lemos, questionou Flávio para que ele abra a discussão sobre o CEFET ser uma Universidade Tecnológica ou se transformar no IFET, Instituto Federal de Educação Tecnológica, que a decisão não seja unilateral, somente a vontade do diretor geral.



