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DiviNews Cidade mais Presidente da Funedi diz que continuará investindo no curso de jornalismo
Ter, 30 de Junho de 2009 14:31

Presidente da Funedi diz que continuará investindo no curso de jornalismo

Depois das manifestações dos estudantes indignados, o presidente da Faculdade afirma que nada mudará


Após manifestações de estudantes de jornalismo da Fundação Educacional de Divinópolis - Funedi/UEMG, indignados com a decisão do Supremo Tribunal Federal pela inexigibilidade do diploma na profissão, na noite de ontem (29), o presidente da Faculdade, Gilson Soares, fez um pronunciamento oficial aos alunos do curso de Comunicação Social sobre a posição da instituição a respeito do tema.

O presidente se mostrou conformado com a decisão do STF, mas garantiu que os investimentos no curso não cessarão “agente pode concordar ou não, mas decisão do Supremo não se discute; independente de qualquer coisa, a Funedi vai continuar investindo no curso”.

De acordo com Soares, a formação do jornalista é tão importante quanto qualquer outra e o mercado já percebeu a importância do curso “eles não vão abrir mão de um profissional que passou quatro anos aprendendo técnicas e estilos jornalísticos”, disse.

A coordenadora do Curso, Janaína Visibeli, ressalta que não se trata somente de técnicas e sim da preparação de um sujeito para que possa fazer um diagnóstico da realidade e se antecipar a ela, uma forma de educar o olhar.

Visibeli acredita que os cursos terão que se adequar ao novo contexto, oferecendo uma educação mais generalista para que se consiga acompanhar as constantes mudanças sociais, o que já era uma proposta do MEC e uma diretriz seguida pela Funedi.

Quanto às dificuldades do profissional em se inserir no mercado a coordenadora lembra que a exigência do diploma nunca serviu como reserva de mercado e que agora, mais que nunca, é preciso buscar a qualificação, pois o mercado quer um polivalente.

No entanto, ainda diz que uma melhor articulação entre os profissionais da categoria poderia fazer a diferença nessa questão, “tanto publicitários, quanto jornalistas são desorganizados, acho que o momento é propício para se pensar nisso”.

A aluna de jornalismo, do 5º período, Isabella Bagni concorda. Ela já diz que não acredita na reserva de mercado e já trabalha a dois anos na TV local de Itaúna. Bagni, diz não se arrepender em ter entrado para o curso “Se eu começasse lá sem estar na faculdade ficaria perdida”, disse.

A estudante confirma o que Visibeli falou sobre a formação do jornalista, afirmando que o embasamento adquirido no curso sobre a própria conduta profissional, o cuidado com o outro, vai além da técnica.

“Não é só pegar um microfone e sair entrevistando é até mesmo o jeito de tratar as pessoas. Se eu já estou sujeita a errar, imagine quem não passa por essa formação”, argumenta Bagni.

E a paixão pela profissão parece ter ficado ainda mais latente entre aqueles que querem ser reconhecidos pela qualidade dos serviços prestados, “o diploma é um pedaço de papel, mas o conhecimento adquirido ninguém te tira, é muito válido”, conclui a aluna.


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