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Qua, 03 de Março de 2010 14:04

Secretaria de Meio Ambiente se manifesta a respeito do corte de duas árvores na Praça do Santuário em Divinópolis

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A Engenheira agrônoma da Secretária de Meio Ambiente e Políticas Urbanas de Divinópolis, Ana Carolina Ribeiro de Castro, presta esclarecimentos sobre o assunto postando comentário na matéria


Prezados,

Como engenheira agrônoma da Secretaria de Meio Ambiente e Políticas Urbanas do município, gostaria de prestar alguns esclarecimentos a respeito da assunto em questão.

Em primeiro lugar, é importante dizer que a Secretaria de Meio Ambiente tem como objetivo "promover a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental" no município de Divinópolis. Contudo, antes de mais nada, devemos defender a integridade física dos nossos munícipes. Em meados de dezembro do ano de 2008, ocorreu a queda de um exemplar de flamboyant existente na Praça Benedito Valadares (Praça do Santuário), em decorrência do ataque de organismos xilófagos (seres que se alimentam de madeira) que destruíram quase totalmente o sistema radicular da planta, deixando-a sem sustentação.

O problema foi agravado pelo encharcamento do solo no período de chuvas. A árvore veio ao chão, felizmente, sem causar maiores danos à população. Contudo, sua queda poderia sim ter causado danos materiais ou até mesmo ter ferido pessoas que estivessem transitando no local.

No momento da queda do referido exemplar, grande parte da copa de outro exemplar existente ali do lado foi arrancada. Assim, a estabilidade dessa segunda árvore ficou comprometida, uma vez que a mesma perdeu seu equilíbrio. Na ocasião, a Secretaria de Meio Ambiente acionou o Setor de Parques e Jardins para que o mesmo realizasse uma poda de equilíbrio a fim de permitir a recuperação do espécime arbóreo sem por em risco a população.

A poda foi prontamente realizada. Contudo, mais de seis meses após a poda, a árvore não apresentou recuperação satisfatória. O desequilíbrio do espécime foi acentuado pela poda, uma vez que a parte podada teve sua taxa de crescimento acelerada. Além disso, deve-se salientar que não há instrumentos disponíveis que permitam a avaliação precisa e segura para previsão de queda ou morte de árvores. O desconhecimento do estado das raízes da árvore e a possibilidade de que a mesma tenha tido também suas raízes danificadas fez com que a Secretaria de Meio Ambiente optasse pela supressão da árvore em prol da segurança da população.

Poderia ter sido feito algum tipo de tratamento? Não! Não há como restaurar, artificialmente, a copa ou as raízes de uma árvore. Havia alternativa ao corte? Nenhuma que fosse definitiva e eficaz.

Poderíamos ter lançado mão de paliativos: mais podas e podas até que a árvore ficasse totalmente mutilada! Seria sensato? Seria viável? Não seria mais prudente promover a substituição da árvore por uma muda saudável?

Entendo que a população sinta-se indignada e revoltada com a ação da Prefeitura e acredito que essa revolta seja resultado não apenas da ação, mas da falta de conhecimento dos fatos que a motivaram. Por isso presto esses esclarecimentos e me coloco à disposição de quem quiser mais informações a esse respeito.

Atenciosamente,

Ana Carolina

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