Médicos do pronto-socorro se isolam em greve justa, mas agem de maneira injusta com a população, motivados por jogo político e luta de poder – E pior, sem know how como a classe operaria, a greve pode fracassarÉ sabido que os médicos de Divinópolis ganham menos que seus pares em outros municípios, isto é verdade! Que a reivindicação da categoria, como qualquer trabalhador para melhorar salários, também é justo. A injustiça está em atender pacientes “matando-os” lentamente, arrastando o atendimento mais devagar que o nome da operação que estão usando há dias, tartaruga.
O jogo político é protagonizado pela representante do sindicato dos médicos (SINMED-MG) que não é tão somente uma militante médica em defesa da categoria, é também vereadora de oposição ferrenha ao governo.
Neste mesmo cenário de embate político, tem-se um sindicato (Sindicato dos médicos - SINMED) que a administração publica municipal não lhe da legitimidade para negociar um movimento de médicos que são funcionários públicos.
Some-se a este impasse, o fato do Sindicato dos Trabalhadores Municipais – SINTRAM, não apoiar os médicos em suas reivindicações, por achar o movimento egoísta. Querem aumento só para eles.
Para complicar ainda mais a situação, o presidente do sindicato (SINTRAM) sofre um acidente, e a diretoria solicita à Câmara, que adie a votação de um importante projeto do executivo sobre o plano de gratificação para o funcionalismo. O projeto foi sobrestado por 15 dias a pedido do um vereador.
O Conselho Regional de Medicina, que tem em seu estatuto o zelo pela ética médica, participa ativamente do movimento grevista dos médicos do pronto-socorro, através do seu representante regional.
A administração pública acusa os médicos de estarem boicotando o atendimento no pronto-socorro. Os médicos dizem que não tem condições de atendimento, por ter poucos profissionais e material suficiente, além do salário baixo.
Com todo este caos, o melhor que a população tem a fazer é passar longe do pronto-socorro, exceto em casos inevitáveis de extrema necessidade e urgência.



