Segundo matéria do Congresso em Foco, a hegemonia masculina continua a ser verificada nos pleitos eleitorais brasileiros. Segundo o levantamento, dos 180 candidatos a prefeito, 144 são homens. As mulheres são apenas 19% dos pleiteantes: somente 36. A disparidade tem preocupado a Justiça Eleitoral a ponto de ter sido fixado um número mínimo de mulheres apresentadas por cada partido para os pleitos majoritários30% do total de candidatos registrados, segundo ditames da Lei n.º 9.504/97. O dia 8 de agosto, aliás, é o prazo estipulado pela legislação eleitoral para que os percentuais mínimos de reserva para candidaturas femininas sejam observados pelas legendas.
Em seis capitais, a chance de uma mulher comandar a administração é zero. Não há mulheres concorrendo às prefeituras de Fortaleza (CE), Natal (RN), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Salvador (BA) e Teresina (PI).
Em 13 das 26 capitais (exatamente 50%), há apenas uma mulher entre os candidatos. Edna Costa (PPL), Soninha Francine (PPS), Iriny Lopes (PT), Eliziane Gama (PPS), Aspásia Camargo (PV), Manuela d’Ávila (PCdoB), Luana Ribeiro (PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB), Cristina Almeida (PSB), Isaura Lemos (PCdoB), Leny Campelo (PPL), Alzimara Bacellar (PPL) e Teresa Surita (PMDB) disputam, respectivamente, em Recife, São Paulo, Vitória (ES), São Luís (MA), Rio de Janeiro, Porto Alegre (RS), Palmas (TO), Manaus (AM), Macapá (AP), Goiânia (GO), Belém (PA), Curitiba (PR) e Boa Vista (RR).
A capital com mais mulheres candidatas à prefeitura é Maceió (AL), onde o eleitor alagoano pode escolher entre três: Galba Novaes (PRB), Rosinha da Adefal (PTdoB) e Nadja Bahia (PPS).




