O Divinews em matéria especial realizada nesta terça-feira (31) levantou uma série de dificuldades causadas não pelo pedágio em si, mas pelo alto preço cobrado, R$ 3,70 para um carro de passeio, caminhões chegam a pagar mais de R$ 10 reais
A Nascente das Gerais, não permitiu que os motoristas fossem entrevistados na praça do pedágio. O responsável pelo posto disse que era preciso ter a autorização do escritório para fazer a matéria, mas devagar foi revelando. Mesmo depois de tanto tempo que o pedágio foi instalado naquele local, os usuários ainda reclamam bastante e que os políticos são os alvos prediletos das críticas e impropérios.
O posto de pedágio instalado na MG 050, próximo a Divinópolis, afeta diretamente o equilíbrio econômico financeiro da pequena cidade de São Sebastião do Oeste.
Já em uma estrada de terra existente na margem da rodovia, na lateral da praça do pedágio no sentido de Formiga, o sitiante Geraldo, afirma que é um verdadeiro transtorno, o acesso foi bloqueado por uma porteira que fica com cadeado e vigiado por uma câmera da Nascentes da Gerais. Ele acha perigoso, principalmente a noite ter que descer do carro para abrir a porteira.
O proprietário do restaurante Cecília de São Sebastião do Oeste, afirmou que antigamente era comum as pessoas saírem de Divinópolis e irem passeando até a cidade, e lá almoçarem, isto já não acontece mais.
Um dentista que almoçava no restaurante da Cecília, que possui consultório em São Sebastião do Oeste e mora em Divinópolis, disse não ser contra o pedágio, e sim contra o seu preço, comparado com outros pedágios, está bem acima. A mesma opinião emitiu um motorista de táxi de Pará de Minas, no estacionamento do Restaurante Paraiso Cucuruto.
O sistema bancário da cidade é servido apenas por uma agencia do Sicoob, outra do Bradesco e um caixa eletrônico do Banco do Brasil dentro do Supermercados PIC. A vida fiscal e contábil da cidade depende quase que totalmente de Divinópolis.
Na estrada do Cacoco que liga São Sebastião do Oeste a Divinópolis, chegando através do bairro Jardinópolis, vários carros trafegavam por ela, como rota alternativa ao pedágio. Alguns motoristas reclamaram que além de atrasar a viagem, estragam também os carros. O motorista de um caminhão, disse que passando por aquela estrada, ida e volta economiza cerca de R$ 21 reais, mas acaba com o veículo.
Um capitulo à parte, já citado em outra matéria, é a situação do Restaurante e Pousada Paraíso Cucuruto.
Hamilton, arrendou o restaurante pensando ter feito um bom negócio, mas em conseqüência do preço do pedágio, viu a clientela quase desaparecer, já que a queda foi de cerca de 70%.
O restaurante oferece duas opções de preços. Um PF (prato feito) por R$ 6,90 e self service por R$ 9,90. Com um pedágio a R$ 3,70, ida e volta a R$ 7,40 os divinopolitanos não almoçam mais lá.
Se não houver uma mudança na atual situação, Hamilton pensa em fechar o restaurante e dispensar cerca de 9 funcionários. Os funcionários da loja de artesanato, que fica ao lado do restaurante, já foram dispensados.
História
O pedágio na MG 050 começou a ser cobrado em junho de 2008 em virtude da parceria do governo de Minas com a iniciativa privada. A chamada PPP – Parceria Pública Privada.
O deputado estadual Domingos Sávio, foi acusado por muitos moradores não só de Divinópolis e São Sebastião do Oeste, cidades afetadas mais diretamente, mas da região, como representante do povo e aliado político de Aécio Neves, governador na época, ter permitido a instalação do pedágio no local que se encontra.
Para complicar ainda mais, em junho de 2009, o pedágio sofreu um considerável reajuste, passando para os atuais R$ 3,70 um dos mais caros do Brasil.
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