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DiviNews Clinlife Sexualidade – Um exercício constante
Seg, 18 de Janeiro de 2010 15:24

Sexualidade – Um exercício constante

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Hoje não se tem nenhuma dúvida do que já sabíamos há centenas de anos: que sexualidade não é sinônimo de genitalidade, de encontro de órgãos genitais. Sexualidade é afetividade, é carinho, atenção, é preocupar com o outro, é companheirismo, amizade e sobretudo comprometimento

E é nessa profundidade que se encontram a sexualidade e o amor . Nós amamos até o momento em que estamos empenhados em fazer o outro feliz, realizado, pleno, abastecido. Quando passamos a preocupar conosco primeiro, já entra o egoísmo que em nada combina com o amor. Portanto, abrir a porta do carro, mandar flores, puxar a cadeira, lembrar do aniversário de namoro ou casamento, fazer um elogio sincero são complementos importantes e também fazem parte da sexualidade nossa de cada dia.

Precisamos exercitar essa "globalização" da sexualidade, que como todo outro exercício leva ao condicionamento e à habitualidade.
Nós vivemos de nossas fantasias. Nós nos realizamos também e principalmente nas nossas fantasias : fantasias profissionais, fantasias sociais, financeiras, afetivas e sexuais.

A boa companheira é aquela que me permite ou até me ajuda a viver as minhas fantasias. A diferença entre as pessoas, o que tempera os relacionamentos em geral está exatamente nessa capacidade de nos fazer sentir o maior, o mais capaz, o mais útil, o poderoso.

Quando se retira a fantasia, o resto é muito igual, a anatomia é toda igual, a fisiologia tem pouca diferença.

O carisma está exatamente em se dizer o comum, o trivial, mas de uma maneira que toca, que emociona, que encanta.

A capacidade de relacionar e de amar está mais e mais na capacidade que as pessoas tem de doar, de dividir, de trocar energia.

Portanto, as pessoas se relacionam pelas diferenças ou pelas fragilidades. Intimidade não é tirar a roupa frente ao outro. Intimidade é você ter coragem de falar do seu lado frágil, carente, é pedir ajuda, é ser humano.

Ao contrário disso, a pessoa que se sente muito forte, muito poderosa, o narcisista, este não se relaciona bem. Este não tem o que trocar. Este não ama porque ele é apaixonado consigo mesmo, e admira o seu jeito, o seu físico, o seu próprio poder.

É um mito e está totalmente ligado ao aspecto cultural, afirmamos que com a idade vai decaindo a nossa memória e a nossa sexualidade. Desde que não haja nenhuma doença, o envelhecimento fisiológico não traz nenhuma alteração importante na sexualidade das pessoas.

O envelhecimento natural traz apenas algumas adequações que em nada vão alterar a qualidade do prazer sexual.
Sabemos que a energia sexual não acaba. Alguns cuidados são importantes para se manter uma vida sexual saudável. Um deles é a constância nas relações sexuais. Homens e mulheres que tem relação sexual com freqüência e durante anos e anos vão até idades avançadas com atividade sexual saudável. É como um exercício. Se se tiver relação todos os dias você quer todo dia. Se tiver uma vez por ano, você quer uma vez por ano.

Se comparamos uma pessoa de 60 anos que faz exercício físico diariamente ela terá, com certeza, muito mais condicionamento e desempenho físico que uma pessoa de 20 anos inativo, sedentário e que não pratica exercícios. Então o problema não é apenas a idade e sim o condicionamento físico.

E assim também é a questão sexual.

Com a idade podemos observar uma demora na obtenção da ereção pelos homens e no surgimento da lubrificação vaginal na mulher, após um estímulo sexual efetivo. Mas nada disto vai interferir na qualidade do prazer principalmente se ficarmos seguros de que a resposta virá, embora com um pouco de atraso quando comparados com pessoas mais jovens.

Por isso, mais do que nunca a informação sobre a sexualidade é importante.

A maioria dos problemas que observamos nos consultórios de sexologia está ligado a desinformação. Mitos , tabus, crenças irracionais dificultam a interpretação e realização da sexualidade saudável.

Quanta desinformação viemos trazendo sobre masturbação. Enquanto, hoje nós sabemos da necessidade de se tocar, de conhecer cada um o seu corpo, de descobrirmos onde temos mais sensibilidade, mais erotismo, mais tesão e podermos, numa relação a dois conduzir o processo dentro das nossas preferencias e das nossas fantasias. É importante mapear o corpo, conhecer os atalhos, os detalhes, as posições . A masturbação e a pornografia hoje são técnicas aconselhadas e sugeridas para melhorar o desejo sexual.
Enfim, está na hora de encararmos a sexualidade com mais naturalidade e mais coragem para que se possa usufruir dela de uma maneira saudável.





Eduardo Pinho Tavares
Médico diretor da Clinlife –clinica de emagrecimento e estética


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Mariana Oliveira  - Sexualidade: um exercício constante   |2010-01-19 08:14:52
Achei ótimo o texto. Objetivo, de fácil leitura e entendimento. Tratando de um assunto ainda complexo e pouco tratado nas mídias populares.

Parabéns. Espero ler mais textos sobre este assunto.
Obrigada.