O que muitos não sabem é que a escova dental pode estar contaminada por bactérias, não só da boca, mas também por microrganismos provenientes do ambiente a onde elas são armazenadas e que podem também proliferar na escova, em partículas de alimentos e dentifrícios que ficam entre as cerdas.
Em alguns estudos desenvolvidos foram encontrados na escova dental além dos microrganismos que causam a cárie, coliformes fecais, Cândida albicans, o vírus do herpes simples, entre outros. Quando as escovas permanecem descobertas elas podem ser contaminadas por coliformes fecais porque esses microrganismos presentes no aerosol que se forma após a descarga podem depositar-se nas cerdas da escova sobre a pia do banheiro e proliferar. As escovas dentais, segundo alguns pesquisadores, podem ser responsáveis pela transmissão de doenças infecciosas como sífilis, difteria, tuberculose, hepatite e os microrganismos presentes na escova podem provocar reinfecção de doenças, em virtude desta situação indivíduos com gripe ou outras doenças infecciosas devem trocar suas escovas após a sua cura.
A maneira como a escova dental é armazenada e os cuidados na limpeza contribuem para mantê-las livres de contaminação por microrganismos. Alguns cuidados básicos devem ser tomados para que as escovas não se tornem depósitos de microrganismos prejudiciais à saúde:
Lavar a escova em água corrente, remover o excesso por meio de batidas da escova na borda da pia do banheiro.
Evitar secar a escova em toalha de banho ou rosto diminuindo assim o risco de contaminação.
Borrifar um anti-séptico na cabeça da escova, principalmente nas cerdas.
Guardar a escova em ambiente seco, evitando locais úmidos e abertos.
Dra. Liana Cristina Melo Carneiro Costa
Cirurgiã-Dentista /
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