O técnico Emerson Leão foi oficialmente apresentado como o novo treinador do Galo. Na entrevista coletiva, o técnico foi enigmático como sempre. Falou que o time precisa de reforços, mas não citou nomes e nem posições.
Destacando que volta ao Galo com ambição de conquistas e tendo pela frente uma responsabilidade ainda maior que a das outras duas passagens pelo Clube, o técnico Emerson Leão foi apresentado pelo Atlético na tarde desta quarta-feira (17), no Auditório Elias Kalil, na Sede de Lourdes. Confira os principais trechos da apresentação:
Retorno - “Chego ao Atlético pela terceira vez e a satisfação é a mesma da primeira, só que a responsabilidade é muito maior, mesmo considerando que, naquela oportunidade, nós corríamos para não cair e, agora, temos uma preparação para fazer. Quando você inicia uma preparação com as coisas definidas em uma equipe, torna-se mais fácil. Quando você inicia uma temporada sem grupo definido e com data marcada para começar a viajar e a jogar, as coisas são mais ou menos parecidas. Você tem que fazer as coisas ao mesmo tempo, montar a equipe, preparar, jogar e ter resultado. Então, acho que a dificuldade vai existir. Infelizmente, tudo que se esperava de 2008 não aconteceu e, em 2009, tem que acontecer. Para acontecer, a responsabilidade é maior. Voltamos com mais responsabilidade, mais dever a cumprir e etapas para conquistar”.
Identificação com a Massa - “O relacionamento que tenho com o clube é um relacionamento que já vem aumentando a cada dia não só em termos de satisfação de trabalho, mas, principalmente, em termos de reconhecimento um para com o outro. Isso leva, logicamente, à torcida, com a qual tenho uma empatia muito grande. Mas não se esqueça que isso traz responsabilidade maior. Entendo eu que a torcida gosta de um treinador que parece com ela e eu gosto de uma torcida que parece comigo, os dois não deixam para depois, pensam de uma maneira única e têm a emoção como prova. E quem tem a emoção como prova, pode trabalhar no futebol. Quem deixou de ter emoção, não deve mais trabalhar no futebol. Então, é por isso que dá certo”.
Expectativa - "Vim aqui pensando de uma maneira muito otimista, muito verdadeira, muito aberta, mas com muita ambição. Chega de, toda hora, ficar apagando incêndio, fazer milagre. A época da ressurreição já acabou, temos é que lutar para conseguir o tal objetivo que não foi conseguido esse ano, que é título. Um time como o Galo não pode ficar sem título. Não tenho certeza que vamos ganhar, mas tenho absoluta certeza que tudo faremos de maneira intensa. A preparação é feita para vencer, agora, com a estrutura que o Galo tem, precisamos ter os elementos certos para dar liga e fazer com que esse trabalho se torne uma realidade”.
Reforços - “É de acordo com a necessidade e com aquilo que temos. Craque, hoje em dia, no Brasil, é muito difícil. Bons jogadores, alguns. Trabalhadores, muitos. Então, temos que arrumar os trabalhadores, que são os coadjuvantes e os coadjuvantes também ganham o Oscar. Precisamos ter esses homens para carregar o piano, mas, quem afina o piano, tem o seu valor, também, diferenciado”.
Filosofia de trabalho - “Acho que a filosofia de trabalho é que dá certo. É uma filosofia de verdade, direta, sem rodeio e de trabalhador. Jogar futebol é uma profissão como outra qualquer, tem que se dedicar, tem alguém para cobrar e esse alguém é o treinador. E eu estou aqui para isso”.
Liberdade e responsabilidade - “O presidente me deu toda a liberdade possível, mas, atrás de toda essa liberdade, vem uma responsabilidade maior que a liberdade que ele me deu. E não pensa que ele não fez isso com inteligência não, ele está apertando o treinador dele o mais rápido possível. Olha só a responsabilidade. Uma casa como o Galo é pesada, você olha para a arquibancada e tem coisa muito forte vestida de Galo, então, essa responsabilidade vai ser usada com a maior dedicação”.
Sob o comando de Leão, o Atlético foi Campeão da Copa Centenário de Belo Horizonte e da Copa Conmebol, títulos conquistados em 1997. Já em sua segunda pssagem pelo Clube, em 2007, ele pegou a equipe na 11ª colocação do Campeonato Brasileiro e o Galo terminou a competição em oitavo lugar, com uma série invicta de dez partidas.



