Segundo as investigações, eles teriam montado uma empresa para captar recursos de terceiros e remunerar com valores acima dos praticados pelo mercado. Dois funcionários da Caixa Econômica Federal, que seriam suspeitos de dar suporte para as operações de crédito consignado oferecidas, também foram detidos.
A quadrilha também emprestava dinheiro a juros e operava no ramo de seguros automotivos sem autorização dos órgãos competentes.
Operação
A Operação Ginzé, deflagrada pela Polícia Federal, visa combater crimes financeiros contra a administração pública, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, cometidos por organização criminosa composta por administradores, empregados e colaboradores da empresa Filadélphia Empréstimos Consignados Ltda. e demais empresas coligadas. A empresa tem sede na capital mineira.
Segundo a PF, a maioria dos clientes da empresa Filadélphia é de militares da Aeronáutica. Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão temporária, sendo três em Belo Horizonte e cinco no município de Lagoa Santa; 18 mandados de busca e apreensão; 20 mandados de arresto de bens imóveis e 40 mandados de arresto de veículos, bloqueio de contas bancárias, dentre outros bens.
Os investigados podem responder por estelionato, formação de quadrilha, falsidade documental, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. As penas, somadas, podem chegar até 90 anos de prisão, segundo informou a PF.




