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DiviNews Minas Gerais Geral OPERAÇÃO TIMÓTEO: MALAFAIA é alvo da PF por CORRUPÇÃO envolvendo cobrança de royalties
Sex, 16 de Dezembro de 2016 18:06 - Atualizado ( Sáb, 17 de Dezembro de 2016 14:27 )

OPERAÇÃO TIMÓTEO: MALAFAIA é alvo da PF por CORRUPÇÃO envolvendo cobrança de royalties

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Silas Malafaia, pastor evangélico da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que nos últimos tempo posou de paladino da moralidade, da justiça e dos bons costumes, e terrivelmente contra a corrupção, é alvo da Operação Timóteo, da Polícia Federal, inclusive com um mandado de condução coercitiva, suspeito por envolvimento em organização criminosa em cobranças de royalties de exploração mineral – A Policia Federal apura se ele teria participado da lavagem de dinheiro por ter supostamente recebido valores de um escritório de advocacia envolvido no esquema – Malafaia é suspeito de emprestar contas de sua instituição para ajudar a ocultar dinheiro – As investigações da PF identificaram que Malafaia recebeu de um dos escritórios envolvidos no esquema cerca de R$ 100 mil em sua conta pessoal – O nome da operação “TIMÓTEO” é uma referência ao versículo 6 (9-10) de 1ª Timóteo: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína - Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. 

INVESTIGAÇÃO
De acordo com informações da PF, a suposta organização criminosa agia com algumas prefeituras para obter parte dos 65% da chamada CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) que é repassada aos municípios. Em 2015, o CFEM acumulou quase R$ 1,6 bilhão.

Com informações privilegiadas sobre dívidas de royalties, o diretor do DNPM Marco Antônio Valadares Moreira procurava a prefeituras que tinham créditos do CFEM junto a empresas de exploração mineral indicava dois escritórios e uma consultoria, esta última em nome da mulher dele, que poderiam ajudar os municípios a resgatar esses créditos.

Segundo a PF, os escritórios ofereciam soluções que iam de ações da justiça e negociações privadas com as mineradoras.

A investigação ainda não tem detalhes de quais negociações foram ou não bem sucedidas.
Os escritórios e a consultoria cobravam um taxa de êxito de 20% e, se tivessem sucesso no serviço, repartiam o montante com o diretor do DNPM e a prefeitura.

Ao todo estão sendo realizadas buscas e apreensões em 52 endereços diferentes ligados a suposta organização criminosa na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Também foram decretadas pelo juiz Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal do DF, 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva e 12 mandados de prisão temporária.

As investigações tiveram início no ano passado, no momento em que a Controladoria-Geral da União (CGU) enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

A ação é batizada de "Operação Timóteo", em referência à Primeira Epístola a Timóteo, capítulo 6, versículos 9-10 da Bíblia: "Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos".

Outro alvo é o filho do governador do Pará Simão Jatene (PSDB) Ainda segundo a PF, com essas informações, os suspeitos entravam em contato com municípios que tinham créditos do CFEM junto a empresas de exploração mineral para oferecer seus serviços.

Até o momento, os investigadores apuraram que a suposta organização criminosa se dividia em ao menos quatro núcleos: o captador, formado por um diretor do DNPM e sua esposa, que realizava a captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema; o operacional, formado por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da esposa do diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos; o político, composto por agentes políticos e servidores públicos responsáveis pela contratação dos escritórios de advocacia do esquema; e o núcleo colaborar, que auxiliava na ocultação e dissimulação do dinheiro.

A PF também comunicou que o sequestro de três imóveis e bloqueio de valores que podem alcançar R$ 70 milhões. O juiz do caso determinou ainda que os municípios se abstenham de contratar ou de realizar pagamento aos escritórios de advocacia e consultoria que estão sendo investigados.

A Operação Timóteo começou em 2015, quando a então Controladoria-Geral da União enviou à PF uma sindicância que apontava incompatibilidade na evolução patrimonial de um dos diretores do DNPM. Apenas esta autoridade pública pode ter recebido valores que ultrapassam os R$ 7 milhões, segundo o órgão.



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Pedro   |2016-12-17 09:21:31
Será que algum ser humano que se ache um pouco Inteligente acredita que algum político de qualquer partido pense no intesse da população antes de pensar no seu próprio bolso com vantagem é corrupção porque todos municípios estados e o país está quebrado e esses politicos cada vez mais rico já viu algum político com dificuldade financeira só sabem decretar calamidade e viver na vida pessoal num alto padrão.
Giordano Bruno   |2016-12-17 09:03:20
Sujeitinho estriônico com banca de probo. Exemplo da teocratizacao de quinta categoria que tem sido vivenciada no Brasil.
Anônimo   |2016-12-16 16:34:57
'Santo'
Anônimo   |2016-12-17 11:36:13
"Do pau oco"
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