Padrões de medidas trazem mais facilidades para o consumidor e evitam as trocas no varejo. A associação dos fabricantes de vestuário trabalha há tempos nessa iniciativa. Até no mês de dezembro, só estavam padronizados os tamanhos de meias e as informações nas etiquetas dos produtos das confecções
A iniciativa de padronização de medidas do vestuário brasileiro avançou mais uma etapa, com a divulgação da norma para os setores bebê e infantil em São Paulo, no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A norma, a NBR 15800, facilitará a escolha dos consumidores e possibilitará um melhor atendimento no comércio, com a redução das provas e das trocas de produtos. Haverá, também, um aumento de eficiência e de escala de produção. A indústria terá condições de atender as necessidades de seus clientes locais, exportar seus produtos e enfrentar a concorrência dos produtos importados, tanto legais como ilegais.
A nova norma começou a ser adotada pelos fabricantes a partir do mês de dezembro/09, a expectativa é de que eles já apresentarão a novidade na coleção outono/inverno da 34ª edição da FIT 0/16, em janeiro de 2010, em São Paulo.
Segundo Roberto Chadad, presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), este é um momento importante para o setor, já que o processo de padronização trará vantagens adicionais como a agilização no comércio, que economizará nos processos de troca e, a médio prazo, poderá até contribuir para aumentar o espaço físico destinado à exposição das coleções com a eliminação de provadores, se a necessidade de experimentar as peças diminuir.
Resultados – A padronização já existe para as meias e o presidente da Abravest enfatizou seus bons resultados. Ressaltou que a indústria e o comércio varejista serão orientados pelo departamento técnico da entidade, com atenção diferenciada para os pequenos e médios empreendedores. A nova modelagem será oferecida gratuitamente aos fabricantes. O presidente da entidade anunciou, também, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concederá uma linha especial de financiamento na área de modelagem e design no próximo ano.
Durante o anúncio da nova etapa, a gestora do Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário da Associação Brasileira de Normas Têxteis (ABNT), Maria Adelina Pereira, explicou que a norma foi elaborada por fabricantes, consumidores, consultores (como os gestores de cursos técnicos do Senai e Senac) e sindicatos do setor têxtil.
Ela lembrou que a padronização das etiquetas, no ano passado, já trouxe benefícios para a indústria, pois as trocas e as reclamações por parte dos consumidores diminuíram. No caso das roupas infantis, os tamanhos tradicionais, de acordo com a idade, serão substituídos por informações como estatura, perímetro da cintura e dos quadris, levando-se em conta as diferenças anatômicas das crianças nas diversas regiões do País. Foram consultados confeccionistas, modelistas, anatomistas, associações de pediatras e profissionais do comércio varejista.
Durante o período de transição, as novas peças terão nas etiquetas a numeração antiga e a nova. Os representantes da Abravest lembraram que a adesão é facultativa. Entretanto, quem o fizer receberá o Selo de Qualidade Abravest.
Divulgação – A nova norma será divulgada entre a indústria e o comércio através do site da Abravest (www.abravest.com.br) e da ABNT (www.abnt.org.br), além das ações nas feiras e encontros do setor. No caso dos lojistas, o coordenador dos trabalhos de padronização da Abravest, Roberto Yokomizo, explicou que serão confeccionados cartazes explicativos com as novas dimensões para orientar os consumidores.
Os padrões para uniformes escolares já foram enviados aos órgãos do governo, que se encarregarão de contratar a indústria fornecedora. Já a padronização para peças masculinas e femininas será a próxima etapa do processo, garantiu a Abravest.
Fonte: Diário do Comércio



