Lúcio Espíndola é um dos poucos remanescentes da administração do ex-prefeito Demetrius Arantes Pereira, na época, o seu cargo era de gerente do PAC. A função atual continua a mesma, mudaram apenas para um nome mais pomposo, superintendente de Obras e Projetos Especiais, da Usina de Projetos.
No governo de Vladimir Azevedo, tudo é grandioso. No site da prefeitura, diga-se de passagem, já foi melhor e mais atualizado que está ultimamente. Existe a justificativa para o cargo: “foi criado pelo prefeito Vladimir Azevedo para desenvolver projetos que possam potencializar a capacidade de investimentos da Prefeitura em obras, através da formalização de parcerias com outros entes federados, organismo internacional, ONG´s e a iniciativa privada.
Que é lindo no papel, isto é. Um texto maravilhoso. Mas o que faz mesmo na prática? Nada. Só faz gerir os recursos do PAC e nada mais. Não existe nada de organismo internacional, ONG´s, etc.etc.
Logo depois do programa Bom Dia Divinópolis ligamos para algumas pessoas para saber se elas entenderam a explicação do superintendente Lucio Espindola, porque confessamos, não tínhamos entendido direito. A não ser algumas frases soltas, que não se conectavam e davam a verdadeira dimensão a quanto anda realmente o PAC 1 e o 2. Todos que nós ligamos também não entenderam direito, teve um ou dois que fingiram que entenderam e tentaram nos explicar, mas quando questionados, empacavam.
O vereador Beto Machado, ao telefone, já colocando as unhas de fora, da oposição light que vai fazer em 2012, ao estilo “fogo amigo”, perguntou sobre as obras no LP Pereira criticando o serviço da LIBE (Construtora que está envolvida em um caso Ouro Preto).
Lucio respondeu que existe um contrato da Prefeitura com a Libe e que ela não é conivente com serviço mal feito. (LINDA E OBVIA RESPOSTA) “Só medimos o serviço uma vez, se a empresa fizer errado o serviço será refeito quantas vezes for necessário”
Mas, vamos tentar entender. O texto é uma transcrição da sua fala na Rádio Minas. Depois vamos falar de Ouro Preto e da situação dos processos em Divinópolis.
Transcrição
Primeiro a gente voltar lá na origem do programa do PAC SANEAMENTO INTEGRADO, que é um financiamento. A gente executou até o momento em torno (QUEM É GESTOR DE UM PROJETO COMO O PAC E VAI DAR UMA ENTREVISTA NÃO PODE INFORMAR NÚMEROS APROXIMADOS, EM TORNO DE, E SIM EXATO) de 55% do que está previsto no programa. Bairros como Nova Holanda, Cidade Jardim, Santos Dumont, Jardinópolis, são bairros que foram beneficiados.
E, hoje dentro do programa a gente teve um problema que em outros momentos que a gente aqui na radio já teve a oportunidade de conversar, que é essa luta que travou sobre a concessão do esgoto, que era um fator impeditivo para continuidade do programa, que motivou inclusive o bloqueio de recursos por parte do Ministerio da Cidade. Superado este fato agora (O AGORA DELE TEM SÓ SEIS MESES) em junho, em junho passado nós assinamos com a COPASA o contrato de concessão.
Esses meses de junho a dezembro trabalhamos tanto junto ao ministério, quanto a Caixa e na própria COPASA para ajuste que a gente precisa de fazer, submeter o contrato de concessão ao Ministério, o Ministério se pronunciou favoravelmente, veio a Caixa, ajuste no próprio contrato de lançamento, agora a própria COPASA passa a figurar como parte também no contrato de financiamento, porque o sistema assim que ele for sendo executado ele vai automaticamente incorporado. Havia uma duvida sobre a execução, se a COPASA executaria neste momento ou a Prefeitura continuaria executando.
A Prefeitura vai continuar executando. E isto é ate uma coisa muito interessante porque neste acordo que a gente fez selando ai com a Copasa dentro do saneamento no PAC, à medida que as obras forem sendo executadas do ressarcimentos desses ativos que vão ser incorporado ao patrimônio da COPASA,vão imediatamente voltar para a Prefeitura e a COPASA com isto, inclusive assume ate a parte da contra-partida da Prefeitura neste programa.
Então, e outra coisa importante tecnicamente, principalmente para questão dos interceptores que a COPASA também neste acordo, ela assume a execução dos projetos executivos dos interceptores que é importante. Mas esta é uma questão que envolve saneamento, a questão que envolve as drenagens e pavimentações, no PAC não existe a figura da canalização de córregos, nós temos melhorias no itinerários de ônibus e principalmente, na realidade que que nós pegamos, nós caímos... (É interrompido)
Neste momento o apresentador pergunta: Canalização não é vista como saneamento, Lucio?
Ele é, mas são coisas especificas na realidade o programa que a gente esta nele o SANEAMENTO INTEGRADO né, quando a gente colocou e conseguiu enquadrar Divinópolis dentro desse programa qual que é o beneficio dele. O recursos era só para saneamento, a gente só poderia fazer esgoto e interceptor com este recurso, não poderíamos fazer nem drenagem nem asfalto, como nós fizemos.
O que nós usamos foi que neste programa usamos um artifício ( O QUE SIGNIFICA “ARTIFICIO” – ESTA DENTRO DA LEGALIDADE OU FOI ILEGAL O TAL ARTIFICIO) e aí nós enquadramos como SANEAMENTO INTEGRADO, considerando que a execução da drenagem e pavimentação ela seria importante para a proteção do próprio sistema, dessa maneira que a gente conseguiu utilizar ai praticamente 50% do recurso pra essa situação.
O apresentador dá um corte e tenta contextualizar o assunto PAC com o momento de enchentes do município. Dizendo: “PAC poderia minimizar os impactos das chuvas, não é mesmo Lúcio?
... E por aí foi a entrevista do superintendente. Mas o fato é que existem alguns processos desde de 2009, envolvendo o PAC em Divinópolis, que o Ministério Público instaurou através da Promotora Giseli Penteado, que por sinal foi transferida do município. Além de algumas ações que tramitam contra Lucio Espindola em Ouro Preto. Isto é que precisa de explicações mais claras e não trucadas como a entrevista concedida nesta quinta-feira à Rádio Minas.
Entretanto este assunto será objeto de uma matéria especial falando dos vários processos instaurados pelo MP contra Lucio Espindola e varias empresas que estão envolvidas com o PAC, inclusive a empresa que Beto Machado e vários moradores reclamam da qualidade de seus trabalhos, a LIBE
... E por aí foi a entrevista do superintendente. Mas o fato é que existem alguns processos desde de 2009, envolvendo o PAC em Divinópolis, que o Ministério Público instaurou através da Promotora Giseli Penteado, que por sinal foi transferida do município. Além de algumas ações que tramitam contra Lucio Espindola em Ouro Preto. Isto é que precisa de explicações mais claras e não trucadas como a entrevista concedida nesta quinta-feira à Rádio Minas.
Entretanto este assunto será objeto de uma matéria especial falando dos vários processos instaurados pelo MP contra Lucio Espindola e varias empresas que estão envolvidas com o PAC, inclusive a empresa que Beto Machado e vários moradores reclamam da qualidade de seus trabalhos, a LIBE
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