Mais um século separa as obras do pintor Edgar Degas da era digital. No entanto, o Museu de Arte de Denver considerou que os dois representam um par perfeito em termos artísticos.
"O Museu de Arte de Denver é um dos líderes, entre as instituições de arte, na incorporação de recursos tecnológicos inovadores a fim de auxiliar na interpretação das peças de seu acervo e exposições", diz Eric Siegel, diretor da Galeria da Ciência de Nova York.
"Embora museus dedicados à ciência já tenham tentado adotar essas abordagens, o mundo dos museus de arte vem sendo mais conservador em seus esforços de incorporação de recursos de tecnologia".
Em uma "mesa de toque" instalada nas alas destinadas à pintura europeia e dos Estados Unidos, basta um toque do visitante em uma tela de vidro para exibir uma imagem ampliada de uma obra-prima, em tamanho que permite distinguir cada pincelada.
Na exposição chamada "Experiência Psicodélica", os visitantes entram em uma cabine telefônica ao estilo dos anos 60, discam um par de números em um telefone público com antiquado discador rotativo e em seguida gravam lembranças de seus dias como hippies, falando a uma pequena câmera de vídeo que fica escondida na ranhura que teoricamente receberia as necessárias à operação do telefone.
"Estamos tentando encontrar maneiras de tornar o visitante parte da experiência do museu", disse Bruce Wyman, diretor de tecnologia da instituição.
Os recursos tecnológicos que o museu de Denver colocou em uso não são altamente sofisticados. Muitas das peças apresentadas com assistência tecnológica o fazem por meio de software relativamente simples e de computadores pessoais comuns, para criar aquilo que Williams designa como "experiências interativas".
O que é inovador é a abordagem que o museu adota para combinar arte e tecnologia, e a disposição que a instituição vem exibindo de compartilhar de suas realizações com outras organizações destinadas a promover as artes em diversos locais dos Estados Unidos.



