Exclusiva: Kalil quebra o silêncio, fala da condenação por improbidade, faz críticas a Zema e manda duros recados a Cleitinho, Nikolas, Pacheco e Simões

Em entrevista ao Divinews na última quarta-feira (27), Kalil disse estar sem partido, criticou Zema, falou do RRF e se colocou no páreo em 2026

Publicado por: Redação

Em entrevista exclusiva ao Divinews, que se estendeu por quase uma hora, Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, por dois mandatos consecutivos e ex-presidente do Atlético Mineiro,  disparou contra a atual política mineira e deixou claro que entrou no jogo: sem partido, mas no páreo como pré-candidato ao Governo de Minas, cargo que, segundo ele, “está vago há 12 anos”. Logo de saída, falou da condenação por improbidade administrativa, chamando-a de oportunidade para “esclarecer de frente aos leitores do Divinews – esclarecendo que foi condenação política, e que o juiz que o condenou quer um pouco de holofote. Foi por causa de uma cancela” – Sem regatear nenhuma pergunta, atacou a gestão de Romeu Zema, cutucou a polarização entre direita e esquerda, falou de Cleitinho, Bolsonaro e até Trump, e foi direto sobre a dívida bilionária de Minas com a União. Provocador, mas calculado, Kalil mostrou que pretende dialogar com todos os campos políticos, enquanto insiste em uma imagem de gestor que entrega resultados.

A improbidade explicada por Kalil

Durante a entrevista, logo na primeira pergunta, Kalil foi questionado sobre a condenação por improbidade administrativa, ponto que é explorado por adversários políticos e que poderia impactar sua candidatura ao Governo de Minas. Ele não fugiu do tema e tratou de enquadrar o episódio como um caso menor, sem relação com corrupção ou desvio de recursos públicos. “É uma cancela”

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O caso da cancela

Kalil explicou que a ação judicial não envolve contratos, propinas ou malversação de dinheiro, mas sim a manutenção de uma cancela instalada em um loteamento de Belo Horizonte desde 2004. Segundo ele, a Prefeitura deveria ter retirado a cancela por ordem judicial, mas durante sua gestão (2020), em plena pandemia, a medida não foi cumprida imediatamente.

“É uma cancela de loteamento instalada em 2004. Em 2020, no auge da pandemia, mandaram tirar. Eu estava abrindo UTI, internando, enterrando gente. Não tirei na hora.”

Kalil ainda lembrou que nenhum dos prefeitos anteriores, Fernando Pimentel, Márcio Lacerda e o atual, Fuad Noman haviam cumprido a determinação. A cancela só foi retirada há cerca de duas semanas, já fora de seu mandato.

Sentença “ridícula”

O ex-prefeito classificou a decisão como “surreal” e “ridícula”, porque, em suas palavras, transforma uma questão meramente administrativa em improbidade:

“Nunca fui processado por malversação de dinheiro público. O que me condenaram foi por uma cancela. Isso não é improbidade, é uma questão administrativa mal interpretada.”

Expectativa de reversão

Kalil enfatizou que sua defesa recorreu e que confia em segunda instância para derrubar a sentença, reforçando que não há qualquer relação do caso com corrupção. Para ele, trata-se de uma narrativa inflada para atingi-lo politicamente:

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“Isso é uma sentença que não se sustenta. Vai ser revertida.”

As críticas de Kalil a Zema

Ao longo da entrevista, Alexandre Kalil não poupou Romeu Zema, embora tenha escolhido calibrar a intensidade dos ataques para não fechar portas com diferentes eleitores. Ainda assim, suas críticas foram diretas em pontos estratégicos, que para ele revelam as fragilidades da gestão do atual governador.

Propaganda acima da gestão

Kalil foi categórico ao dizer que o governo Zema vive de imagem e marketing: “O que esse governo tem é propaganda. Só perde para o nazismo de 40.”

Segundo ele, a administração estadual gasta mais energia em slogans e campanhas do que em políticas públicas concretas, deixando áreas como saúde, segurança e infraestrutura em segundo plano.

Segurança pública e desprezo às polícias

Outro ponto enfatizado foi a segurança pública. Kalil lembrou que as polícias votaram em peso em Zema nas eleições de 2018 e 2022, mas foram recompensadas com descaso:
“As polícias acreditaram nele e foram maltratadas. Hoje, os índices de feminicídio e criminalidade são alarmantes. O discurso não bate com a realidade.”

Kalil afirmou ainda que o próximo governador de Minas terá que ir a Brasília para dialogar com o Governo Federal, seja quem for o presidente, e não adotar a postura de confronto que marcou a gestão Zema. “Não é no grito, nem no xingamento que se resolve a dívida bilionária de Minas. É na conversa, na negociação séria, respeitando o presidente eleito, sem esculachar ninguém.” Ao ser provocado pelo jornalista do Divinews sobre sua forma de agir, de quer ele não seria belicoso nem beliscoso, Kalil respondeu com ironia: “Eu não sou belicoso, eu ouvo muito bem”, alfinetando um erro de português cometido por Zema em entrevista recente. Em seguida, lembrou que governadores de outros estados usam realizações concretas para se apresentar nacionalmente: “O Ronaldo Caiado está se lançando candidato à Presidência porque resolveu a questão da segurança em Goiás. É assim que se faz política: mostrando resultado, não com discurso vazio.”

Gestão e meritocracia ausentes

Kalil também acusou Zema de falta de gestão. Criticou a forma como o governo conduz a máquina pública, sem valorizar servidores nem estabelecer critérios de mérito claros:
“Meritocracia não é discurso de campanha. É dar condições, é respeitar quem trabalha, é ter coragem de enfrentar problemas, e não terceirizar tudo.”

Dependência da mineração

Outro ponto sensível foi a dependência da mineração como fonte de receita: “O Estado vive do dinheiro do crime ambiental da mineração. É fácil bater no peito e dizer que está em ordem quando se apoia em uma base tão frágil. O governo não pode se resumir a ser sócio do minério.”

“Estado em frangalhos”

Kalil resumiu a sua avaliação do atual governo de forma dura: “Minas está em frangalhos. Saúde desassistida, estradas sucateadas, funcionalismo abandonado. Esse é o legado de Zema.”.

Dívida e RRF

Na entrevista ao Divinews, Kalil foi enfático ao tratar da dívida bilionária de Minas com a União e da polêmica sobre a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Para ele, a proposta não pode ser aceita de forma automática, como defende a gestão Zema.

“O RRF não é um pacote pronto para assinar e engolir. É uma negociação aprovada no Congresso. Quem assumir Minas vai ter que sentar em Brasília, conversar, negociar e fechar acordo sério. Não existe apertar botão e resolver.”

Kalil ainda direcionou críticas diretas à política de privatizações: “Qual a lógica de vender uma empresa que dá lucro todo ano, como a Cemig? Isso não é gestão, isso é ideologia barata. Querem entregar patrimônio público que sustenta o Estado.”

Na mesma linha, ele citou a Copasa, lembrando que o setor de saneamento é estratégico: “Saneamento não pode ser tratado como balcão de negócios. Copasa não é moeda de troca, é saúde pública, é dignidade.”

Ao ser questionado sobre como enfrentaria esse impasse, Kalil adotou uma postura conciliadora com Brasília, mas sem perder firmeza: “Seja Lula, Bolsonaro, ou qualquer outro, o governador de Minas terá que ir a Brasília de cabeça erguida, sem esculachar ninguém, mas defendendo o Estado com unhas e dentes.”

Rodovias Mineiras

Na entrevista ao Divinews, Alexandre Kalil dedicou parte de sua fala às estradas de Minas Gerais, e foi bastante duro nas críticas à forma como o governo estadual trata a questão. Ele lembrou que Minas tem a maior malha rodoviária do país e que boa parte dela está sucateada, com buracos, má sinalização e falta de manutenção.

Sobre a MG-050, rodovia vital que corta várias regiões, inclusive o Centro-Oeste, Kalil foi direto:

“É um absurdo o que acontece com a MG-050. Vira e mexe tem buraco, tem acidente, é um risco para quem passa. A gente paga pedágio e não vê estrada de qualidade. Isso não é concessão, isso é exploração.”

Ele ampliou a crítica ao sistema de pedágios em Minas, dizendo que não adianta fazer teatro contra praças de pedágio, como se resolver fosse “pular guarita ou arrancar cancela”. Para ele, a questão deve ser tratada de forma institucional:

“É na ANTT que se resolve concessão de estrada, não na marra. Governar é negociar lá, na agência, e cobrar serviço decente. O mineiro paga pedágio caro e continua rodando em estrada perigosa.”

Kalil ressaltou que a situação das rodovias mineiras compromete o desenvolvimento do Estado: “Como é que você atrai empresa, como é que escoa produção agrícola, como é que o mineiro chega em casa com segurança, se a estrada é buraco e mais buraco? Isso não é gestão.”

Ele fez ainda uma comparação com trechos de rodovias em outros estados: “Você sai pela MG-050 e, quando entra em São Paulo, parece que atravessou para outro país.  A diferença é gritante.”

Por fim, disse que as concessões podem ser positivas se feitas com seriedade: “Concessão não é problema. O problema é não ter contrapartida. Se a empresa assume a estrada, tem que garantir pista boa, manutenção, socorro rápido. O que temos hoje em Minas é pedágio caro e buraco no asfalto. Isso é inadmissível.”

Encerrou chamando a  MG-050 de “absurdo”, criticou os pedágios sem retorno, ironizou o “teatro de pular pedágio”, disse que o problema é de falta de gestão e de negociação séria com a ANTT, e reforçou que as estradas mineiras são um entrave para o desenvolvimento e um risco para a vida da população.

Pesquisas eleitorais

Kalil não fugiu do tema das pesquisas e foi direto ao Divinews: para ele, a eleição ainda está longe, mas os números mostram que seu nome tem força. Ele destacou que aparece em segundo lugar em levantamentos nacionais de institutos que considera sérios, como a Quaest, e ironizou outros institutos que, em suas palavras, “fazem pesquisa para agradar quem paga”.

“Eu tenho três eleições majoritárias no currículo: ganhei duas e perdi uma para o Governo de Minas com quase 4 milhões de votos. Não é pesquisa de encomenda que vai dizer se eu tenho número ou não.”

Kalil ressaltou que só entra em disputas quando os dados o colocam de forma competitiva: “Política não é bravata. Eu só coloco meu nome se houver número para disputar de verdade. E esses números existem.”

Sobre especulações de alianças, especialmente com o PT, foi irônico: “Não namoro ninguém. Não recebi ligação de ninguém do PT. Se alguém quiser conversar, que venha oficialmente, não em boato de bastidor.”

Ao final, Kalil resumiu sua estratégia: “Não vou disputar eleição com dancinha ou com mentira de WhatsApp. Vou disputar mostrando o que fiz, hospital em pé, obra entregue e gente atendida.”

Ainda falando sobre pesquisas, Kalil foi direto ao Divinews: disse confiar em institutos com histórico de credibilidade, como o Quaest, mas ironizou os resultados divulgados pela Rádio Itatiaia, sugerindo que são pouco confiáveis e até tendenciosos: “A Itatiaia é rádio do Zema. Pesquisa deles não me preocupa. Eu olho os números de institutos sérios, que não trabalham para agradar o governo de plantão.”

O que Kalil disse sobre possíveis adversários e nomes em disputa em 2026

Cleitinho Azevedo

Kalil tratou Cleitinho como expressão de um fenômeno político recente, disse que o respeita muito, porém não é fazendo vídeo que a situação das estradas e do pedágio serão resolvidas, e sim na ANTT. “Ele é um senador da República, é coisa para caralh*. O moçada tá errado isso aqui. Vem cá no Senado explicar” – “O Cleitinho tem voto, tem carisma, mas administrar Minas não é fazer vídeo. Estado não se governa com rede social.” – Deixou claro que, embora reconheça a força eleitoral do senador, aposta que o eleitor mineiro cobrará experiência administrativa na hora do voto. “Acho até que ele está parando com isso, como o Nikolas está parando de colocar peruca”.

Rodrigo Pacheco

Sobre o presidente do Senado, Kalil foi firme ao destacar o espaço que ele ocupa no jogo político, mas também fez questão de marcar diferenças:
“O Pacheco teve a cadeira mais importante do Congresso e soube se colocar. Mas Minas precisa de quem já mostrou que sabe entregar resultado. Não é só ter cargo em Brasília, é ter coragem de governar aqui.”. Ao ser provocado sobre eventual apoio do PT a Pacheco, Kalil ironizou: “Não namoro ninguém. Se alguém quiser conversar comigo, que venha oficialmente, não em boato de bastidor.”

Mateus Simões

Kalil não poupou críticas ao vice-governador de Zema, visto como o herdeiro natural do grupo do Novo em Minas: “O Mateus é a continuidade de Zema. Vai repetir esse governo de propaganda que deixa Minas em frangalhos. Se ele for o candidato, o mineiro vai escolher entre mais do mesmo ou mudança de verdade.”

Nikolas Ferreira

Ao falar de Nikolas, Kalil foi irônico e cortante:“O Nikolas é um fenômeno de rede social, mas administrar Minas não é fazer live para adolescente. É abrir hospital, arrumar estrada, cuidar do funcionalismo. Isso ele nunca fez.”. Para Kalil, a candidatura do deputado federal representaria mais um capítulo da política da “lacração”, distante da realidade concreta da gestão estadual.

Redes sociais

Kalil foi enfático ao dizer que não pretende disputar eleição com base em “likes” ou dancinhas, reforçando a crítica a adversários que concentram forças no mundo digital:

“Eu não sou candidato de dancinha. Política não é fazer vídeo para adolescente ou live de lacração. Política, como já disse  é abrir hospital, arrumar estrada, entregar obra e atender gente.”

Ele deixou claro que pretende usar as redes como ferramenta de comunicação, mas não como eixo central da campanha: “A eleição de Minas não vai ser decidida em TikTok, vai ser decidida no posto de saúde, na escola e no pedágio da estrada esburacada.”

Hospital Regional de Divinópolis: alvo de críticas duras

Ao falar do Hospital Regional de Divinópolis, Kalil não poupou palavras. Para ele, a forma como o governo estadual tratou o caso é um exemplo de enganação com a população, a administração do hospital é tripartite: “Hospital não é azulejo novo nem prédio pintado para tirar foto. Hospital é médico atendendo, é enfermeiro trabalhando, é remédio no estoque e leito funcionando. O que querem fazer em Divinópolis é entregar obra morta, sem custeio, sem planejamento e sem gente para atender. Isso é propaganda barata e covardia com quem precisa de saúde.”

Kalil reforçou que saúde não se sustenta apenas com inaugurações simbólicas: “É mentira falar que a UFSJ vai resolver sozinha. Hospital regional precisa de dinheiro, de gestão séria e de prioridade. Não adianta inventar que prédio vazio salva vida.”

Kalil e os Bolsonaros: críticas sem rodeios

Kalil não mediu palavras ao falar da família Bolsonaro. Ele reconheceu que os Bolsonaros ainda possuem base popular, mas deixou claro que, em sua visão, essa força é sustentada por mentira, radicalização e exploração da fé das pessoas.

“Os Bolsonaros não têm projeto de país, têm projeto de poder. Alimentam fake news, vivem de lacração e de atacar instituições. Não é política, é negócio de família.”

Ele também disse que o Brasil já sofreu o suficiente com esse estilo de liderança e que a história do bolsonarismo será lembrada como um período de atraso e vergonha:

“Eles enganaram muita gente de bem, gente simples, que acreditou em promessa de moralidade. Mas na prática foi rachadinha, joia, mansão em Brasília e muito circo. Quem governa assim não governa para o povo.”

Kalil frisou que, em Minas, o bolsonarismo encontra eco em figuras como Cleitinho e Nikolas Ferreira, mas que ambos representam apenas a continuidade da política do espetáculo, sem preparo real para governar.

“O mineiro é esperto, ele não se deixa enganar por muito tempo. O Bolsonaro já mostrou do que é capaz. E Minas não pode virar palco de outra aventura dessas.”

A taxação de Trump e a relação com o Brasil

Questionado sobre a política externa e a taxação anunciada pelo governo Donald Trump sobre produtos brasileiros, Kalil respondeu de forma dura e sarcástica. Para ele, o episódio foi usado mais como barulho político do que como medida econômica de impacto real.

“Esse tarifaço de Trump é barulho político para enganar eleitor americano. Estamos falando de 2% das importações, não é nada que vá quebrar o Brasil. Mas gera manchete e assusta quem não entende de comércio internacional.”

Kalil fez questão de lembrar que, nos bastidores, o governo brasileiro já havia se mexido para proteger setores atingidos, e disse que a relação do Brasil com os Estados Unidos precisa ser pragmática e não servil: “Relação internacional não é puxar saco, é defender interesse do país. Não podemos aceitar chantagem de nenhum presidente americano, seja Trump ou qualquer outro. Temos que negociar de igual para igual, sem ajoelhar.”

Por fim, ironizou a postura de políticos brasileiros alinhados a Trump, que, segundo ele, tentam importar para o Brasil uma agenda que não corresponde à realidade nacional: “Aqui tem gente que trata Trump como messias. O sujeito mal governa o país dele e tem político daqui se ajoelhando. É ridículo. Minas não precisa disso, o Brasil não precisa disso.”

Kalil encerra entrevista ao Divinews prometendo “menos dancinha e mais entrega”

Na entrevista ao Divinews, realizada em seus escritório, em Belo Horizonte, por convite de sua assessoria,  Alexandre Kalil encerrou em tom direto e pragmático, sem rodeios nem promessas fáceis. Ele aproveitou os minutos finais para reforçar a mensagem de que o próximo governador de Minas , seja ele ou outro, terá que ter coragem para enfrentar os problemas do Estado e abandonar a política de marketing.

Kalil disse: “O próximo governador vai precisar de muita coragem, pouca internet e muito trabalho. Minas está abandonada há 12 anos. Não adianta ficar em rede social ou em propaganda bonita. É arregaçar as mangas e cuidar de um povo que está esquecido.”

Ele concluiu lembrando que sua trajetória como gestor sempre foi marcada por entregar resultados concretos: hospitais funcionando, obras concluídas e parcerias implementadas, e que essa será a essência da sua campanha: mostrar que não vive de discurso, mas de realização.

“Eu não prometo, eu faço. E vou disputar eleição para mostrar isso. Não é dancinha, não é lacração, não é promessa vazia. É resultado.”

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